A China lançou o primeiro dos mais de 150 satélites que vão formar a nova rede de telecomunicações do país, chamada Hongyun, segundo informou o jornal oficial “China Daily”.
O lançamento foi realizado da base de Jiuquan, no noroeste da República Popular da China, pouco antes das 8 horas da manhã de sábado. O satélite pesa 247 quilos e deverá operar a cerca de 1.100 quilómetros sobre a superfície terrestre, orbitando em sincronia com o Sol.
Encarregado do projecto e da operação do programa Hongyun, Xiang Kai Heng explicou que o aparelho funciona com painéis fotovoltaicas e que está preparado para durar pelo menos um ano, embora os seus criadores esperem que esse período seja maior.
Após este satélite piloto, a Corporação de Ciência e Indústria Aeroespacial da China (Casic) tem planejado lançar outros quatro antes do final de 2020, o que representaria o início da plataforma de telecomunicações com uma pequena rede de teste.
Casic anunciou o programa Hongyun em Setembro de 2016. O objectivo é estabelecer uma rede espacial de telecomunicações que sirva como plataforma para a Internet de banda larga, especialmente nas regiões do mundo às quais ela não chega.
A meta da organização é chegar a 2023 com mais de 150 satélites em actividade, mas Xiang afirmou que esse número pode aumentar caso a demanda de serviços exceder as expectativas.
O programa Hongyun é a resposta da China a iniciativas similares propostas pelos Estados Unidos, como o programa Starlink, da companhia SpaceX -propriedade de Elon Musk, co-fundador da Tesla-, que pretende colocar em órbita cerca de 12 mil satélites na próxima década.

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