O Ministro do Petróleo e Recursos Minerais de Timor-Leste, Francisco da Costa Monteiro, anunciou que o país planeia construir uma segunda unidade de processamento de gás natural liquefeito (GNL) na costa sul. O novo projecto deverá aproveitar o gás residual dos campos de Bayu-Undan, operado pela Santos, e de Chuditch, pertencente à Sunda Energy.
Estima-se que o remanescente de Bayu-Undan totalize cerca de um bilião de pés cúbicos de gás. Somado ao gás residual do campo de Chuditch – que deverá fornecer cerca de 300 milhões de pés cúbicos por dia, segundo o CEO da Sunda, Andy Butler – poderá viabilizar uma nova exploração com capacidade para 1,5 milhões de toneladas por ano e uma vida útil de 20 anos.
A iniciativa surge em paralelo com o projecto principal de maior dimensão, o Timor LNG, com uma capacidade prevista de 5 milhões de toneladas anuais, concebido para ser alimentado pelos campos de Greater Sunrise, partilhados com a Woodside Energy, cujo investimento final deverá ser decidido até 2029.
Relativamente ao aproveitamento de Bayu-Undan, a Santos previa inicialmente converter o campo para armazenamento de carbono, mas o governo timorense exige que a empresa desenvolva primeiro o gás remanescente do reservatório e utilize as infraestruturas existentes para processar gás de terceiros. A Santos confirmou estar em negociações com o executivo timorense e a aguardar uma proposta de acordo formal. O director-geral da empresa, Kevin Gallagher, reconheceu, porém, a existência de uma quantidade significativa de gás no local.

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