Um aluno matou, esta sexta-feira, pelo menos dois outros colegas numa escola no sul das Filipinas antes de disparar contra si próprio. A informação foi avançada pelas autoridades locais às agências internacionais. O incidente é o terceiro do género registado no país desde Junho.
As equipas de resgate locais receberam um alerta sobre disparos nas instalações da Escola Secundária Nacional de Banga, na província de Cotabato do Sul, na ilha de Mindanao, por volta da uma e meia da tarde, horário local.
“Um rapaz e uma rapariga, ambos alunos do nono ano, morreram”, declarou por telefone à AFP Rizalie Dedel, funcionária da agência de gestão de catástrofes das Filipinas. A responsável acrescentou que o autor do ataque se suicidou.
O governador da província de Cotabato do Sul, Reynaldo Tamayo, disse, por sua vez, que o atirador era colega de turma das vítimas: “Era aluno daquela escola, do nono ano”, afirmou Tamayo.
O dirigente acrescentou que pelo menos três pessoas estavam a ser tratadas por ferimentos de bala num hospital local. Tamayo indicou ainda que o autor do ataque usou uma pistola de nove milímetros “muito bem conservada” e agiu sozinho.
Por sua vez, o presidente da Câmara de Banga, Albert Palencia, declarou numa entrevista a uma rádio local que o suspeito, filho de funcionários do Departamento de Educação, retirou a arma de um cofre que os pais tinham em casa.
Segundo Palencia, o estudante tinha avisado dois amigos sobre o seu plano de realizar o acto “logo após o almoço”. A polícia ainda não confirmou a idade do autor do ataque.
Num vídeo publicado no Facebook e verificado pela AFP, vê-se um homem a transportar o que parece ser um rapaz ferido para fora da escola e a colocá-lo à pressa no sidecar de uma mota que aguardava no local.
O tiroteio desta sexta-feira ocorreu exactamente um mês depois de um aluno ter transmitido em directo o momento em que matava um colega noutra escola de Mindanao, antes de se suicidar.
Este mês, foram realizados simulacros de resposta a atiradores activos em todas as Filipinas, com o objetivo de reforçar a segurança. Palencia afirmou na sexta-feira que os pais do agressor de Banga participaram nestes exercícios.

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