Um golo de Umtiti deu na última madrugada à França a vitória sobre a Bélgica (1-0), nas meias-finais do Campeonato do Mundo de Futebol. Os “Bleus” apuraram-se para a terceira final da sua história, esperando agora por Inglaterra ou Croácia.
Exactamente dois anos depois de perder, em Paris, a final do Euro2016 para Portugal, graças a um golo de Eder no prolongamento, os franceses ‘vingaram’ o desgosto e podem garantir no domingo o seu segundo título mundial.
A meia-final ‘francófona’ do Mundial2018 de futebol, esta terça-feira disputada entre belgas e franceses, acabou por se decidir por muito pouco, com o cabeceamento de Umtiti a levar os gauleses para a terceira final da sua história.
Em São Petersburgo, os belgas tiveram algum ascendente até aos 51 minutos, mas quando Umtiti saltou mais alto que Marouane Fellaini e fez o único golo do desafio as coisas mudaram de feição, com a França a ser superior a nível defensivo e a dispôr mesmo de várias ocasiões para chegar ao 2-0.
De parte a parte, a aposta foi de rigor a nível da defesa e paciência na construção das jogadas de ataque. Ambas as formações pressentiam que o jogo se ia decidir por ‘quase nada’. A Bélgica, que se vinha a destacar pela força ofensiva, e França, claramente a melhor defesa do torneio, praticamente repetiram os onzes da ronda anterior, com uma exceção de cada lado, com as entradas de Matuidi para o lugar de Corentin Tolisso e de Moussa Dembelé para a posição do castigado Thomas Meunier.
Era clara a procura de seguir esquemas já confirmados, com os belgas em 4x3x3 e os franceses em 4x2x3x1, a povoar o meio campo e a deixar Giroud como elemento mais adiantado. Como seria de esperar, a Bélgica tinha mais posse de bola e fazia mais passes, mas não tinha desta vez nenhuma das suas ‘pérolas’, como Lukaku, Eden Hazard ou Kevin de Bruyne a dar o ‘golpe’ final.
Ocasiões houve para os dois lados, na primeira parte (Eden Hazard aos 16 e Alderweireld aos 19, e Giroud aos 31 e Mbappé aos 39) e oportunidade para Lloris e Courtois brilharem nas respectivas balizas.
Somente aos 51 minutos apareceu a ‘brecha’ que os gauleses procuravam. Canto e bola enviada para a área por Griezmann, onde ao primeiro poste Samuel Umtiti salta melhor e mais alto que o ‘gigante’ Fellaini. Pendor ‘goleador’ neste Mundial para a defesa francesa, que já contabilizava na prova grandes golos de Varane e Benjamin Pavard.
A perder, a Bélgica acusou a desvantagem, tanto mais que a França passou a fazer pressão alta, nunca descurando a velocidade de Mbappé e a criatividade de Pogba e Griezmann.
Agora, a França espera pelo vencedor do Inglaterra-Croácia, que se disputa na próxima madrigada, já a pensar no seu segundo título mundial. O primeiro foi conquistado há 20 anos, em 1998, com o actual selecionador, Didier Deschamps, como capitão.

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