A garantia é dada por um jornal malaio, que cita fontes governamentais. O empresário Low Taek Jho, que é visto como uma figura central no esquema que culminou no desvio de mais de 4,5 mil milhões de dólares de dinheiros públicos, estará escondido no território. A Malásia e a RAEM nunca assinaram um acordo de extradição.
O fugitivo mais procurado da Malásia poderá estar escondido no território. É essa pela menos a hipótese avançada pelo jornal “The Malaysian Reserve”. A publicação adianta que o empresário Low Taek Jho, figura central no escândalo de corrupção ligado ao fundo 1MDB, estará radicado em Macau.
O jornal, que cita fonte governamental do Executivo de Kuala Lumpur, escreve que as autoridades malaias não conseguem assegurar o regresso de Low Taek Jho – conhecido por Jho Low – a território malaio, uma vez que a Região Administrativa Especial de Macau e a Malásia nunca assinaram um tratado de extradição.
A fonte, que não é identificada pelo “The Malaysian Reserve”, assegura que Low se encontra em Macau e lembra que a Malásia não tem um tratado de extradição com a antiga colónia portuguesa e capital mundial do jogo.
O primeiro-ministro malaio, Mahathir Mohamad, deixou claro na sexta-feira que as autoridades malaias estão a fazer tudo o que está ao seu alcance para procurar prender o empresário, natural de Penang: “Ele não está no país e nós não temos um acordo de extradição com o local onde ele se encontra”, disse, na ocasião, o chefe do Governo de Kuala Lumpur.
As autroridades de Singapura revelaram no sábado que emitiram, em Outubro de 2016, um pedido de detenção visando Jho Low. Durante o governo da Barisan Nasional, liderado por Najib Razak, a justiça malaia nunca chegou a dirimir qualquer acusação contra o empresário.
Low é suspeito de ser uma figura central na definição do esquema que permitiu o desvio e apropriação dos dinheiros públicos consignados ao fundo 1MDH. O processo está a ser alvo de um processo internacional de investigação.
O Departamento de Justiça norte-americano acredita que pelo menos 4,5 mil milhões de dólares foram desviados. O antigo primeiro-ministro Najib Abdul Razak está alegadamente entre os que mais beneficiaram com o esquema.
Najib negou sempre que se tenha apropriado de forma indevida de dinheiros públicos. O antigo procurador geral da República da Malásia, Mohamad Apand Ali, ilibou o ex-chefe de Governo da prática de qualquer delito.
Depoir da coligação da oposição Pakatan Harapan ter ganho as eleições de 9 de Maio, Mahatir acusou Apandi de fechar os olhos ao escândalo 1MDB e destitui-o. A investigação relativa ao caso foi aberta tanto pela Polícia, como pelo Comissariado contra a Corrupção da Malásia após a subida de Mahathir ao poder.

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