A vacina do consórcio BioNTech e Pfizer poderá receber a aprovação da Agência Europeia do Medicamento (EMA) a 23 de Dezembro, segundo noticiam esta terça-feira os jornais “Bild” e “Frankfurter Allgemeine Zeitung”.
Interrogado a este respeito em conferência de imprensa, o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, assegurou que a aprovação constituiria uma “boa notícia” e que contava com essa data porque o tinha lido na imprensa, algo que lhe parece “plausível” e porque seria justamente antes do Natal.
Spahn salientou a importância de ter um processo europeu, e não nacional, para autorizar a vacina, uma vez que isto permite aproveitar os conhecimentos e a experiência das várias agências responsáveis nos países membros.
Além disso, permite a vacinação simultânea dos 27, o que aumenta a coesão dentro da União Europeia, considera o governante.
“Seguramente que os países mais ricos podiam ter começado a vacinar mais cedo, mas não teria sido positivo, teria criado um sentimento de injustiça”, disse.
O “FAZ” ressaltou que a EMA apenas dá luz verde, cabendo à Comissão Europeia (CE) conceder a autorização, para a qual foi dado um prazo de 24 horas.
O “Bild”, que cita fontes da Comissão Europeia (CE) e do governo alemão, acrescenta que o início da campanha de vacinação na Alemanha teria lugar a 26 de Dezembro, embora outras fontes a tenham antecipado para 25 de Dezembro.
Vários países já autorizaram esta vacina contra a Covid, tais como o Reino Unido, o Qatar, os Estados Unidos e o Canadá, ainda que sob a forma de “autorização de emergência”, que é temporária e deve ser revista e confirmada.
Segurança é a palavra de ordem
O procedimento da EMA, no entanto, foi o normal, o que atrasa os prazos mas dá mais segurança ao processo, de acordo com o ministro alemão: “É importante que tenhamos optado por um processo regular de autorização da vacina. Isso ajuda a que haja confiança, o que é fundamental num processo de vacinação. Será a primeira autorização no mundo depois de um processo regular”, disse Spahn.
“Se tivéssemos feito uma autorização de emergência, eu estaria a receber emails de pessoas a protestar porque não querem ser usadas como cobaias”, assegurou.
Uma porta-voz da BioNTech disse ao “Bild” que a empresa já tinha produzido e armazenado parte do contingente de vacinas que foi adquirido pela União Europeia: “Assim que tivermos luz verde da EMA e da CE, podemos começar a descarregar e distribuir as vacinas pelos hospitais”, indicou.
A EMA explicou ao Frankfurter Allgemeine que a decisão sobre a autorização da vacina da BioNTech e Pfizer seria tomada até 29 de Dezembro, o mais tardar, mas evitou entrar em detalhes sobre o processo de revisão desta fórmula.

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