A Organização Mundial da Saúde (OMS) admitiu na sexta-feira que ainda não existe nenhum estudo em fase suficientemente avançada que permita prever quando será possível começar a produção de uma vacina contra o novo coronavírus.
“Seria pouco inteligente avançar com uma estimativa sobre quando uma vacina estará pronta”, afirmou Mike Ryan, director executivo para Emergências da OMS, em conferência de imprensa.
De acordo com o especialista irlandês, a previsão possível é que no fim do ano estejam prontos os resultados sobre os estudos de eficácia das substâncias que estão a ser avaliadas um pouco por todo o planeta.
Nesse caso, conforme detalhou o próprio Ryan, seria possível iniciar o processo de vacinação nos primeiros meses de 2021, desde que haja suficiente capacidade de produção por parte das entidades responsáveis pelo desenvolvimento de uma ou mais eventuais vacinas.
O diretor executivo para Emergências da OMS afirmou que, justamente, um dos grandes desafios actuais é o do reforço da capacidade de produção, numa altura em que os testes clínicos de vários grupos farmacêuticos estão a avançar.
Numa conferência de imprensa exclusiva para membros da Associação de Correspondentes Credenciados pela ONU (ACANU), na qual a agência espanhola EFE marcou presença, a cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde, Soumya Swaminathan, explicou que mais de um milhar de investigadores de todo o mundo participaram numa reunião esta semana para definir os tratamentos que devem merecer atenção prioritária.
De acordo com a especialista, apesar de não haver um tratamento específico para a COVID-19, há provas que apontam que as investigações devem-se centrar em quatro opções: fármacos antivirais, anti-inflamatórios, antitrombóticos e com plasma convalescente, extraído de pessoas recuperadas e que desenvolveram anticorpos.
Swaminathan ainda comentou sobre o Remdesivir, medicamento que foi autorizado pelos Estados Unidos e pela União Europeia para o tratamento de pacientes em estado grave. De acordo com a cientista-chefe da OMS, não há indícios de que o medicamento reduza, de facto, a taxa de mortalidade.

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