O presidente de Bougainville, Ishmael Toroama, condenou um ataque a um acampamento mineiro em Panguna e afirmou que o seu governo não vai abrir mão com os planos de reabertura da mina de cobre, encerrada há várias décadas, apesar da oposição de alguns grupos. O arquipélago do Pacífico deverá tornar-se a 1 de Setembro de 2027 o 194ª nação soberana do mundo.
A mina de Panguna, em tempos considerada uma das maiores operações de cobre a céu aberto do mundo, está fechada há quase três décadas na sequência de um conflito que devastou a ainda região autónoma da Papua-Nova Guiné. Estão agora em curso planos para colocar a mina novamente em funcionamento.
Funcionários foram agredidos e equipamentos destruídos no couto mineiro de Panguna, indicou o gabinete de Toroama num comunicado divulgado ao final do dia de domingo. O comunicado não forneceu pormenores sobre a existência de feridos, não identificou os envolvidos e não especificou o valor do equipamento danificado.
Toroama adiantou que o Serviço de Polícia de Bougainville e os líderes comunitários estão a trabalhar para identificar os suspeitos e prevenir novos actos de violência. Os responsáveis enfrentarão a justiça, assegurou.
A potencial reabertura da mina reveste-se de importância política e económica para Bougainville, que procura fortalecer a sua economia enquanto prossegue o seu caminho rumo à independência da Papua-Nova Guiné. Os defensores sustentam que a retoma da actividade mineira poderá criar postos de trabalho, melhorar as infraestruturas e gerar receitas para os serviços públicos.
Contudo, a reabertura da mina continua a ser um tema controverso devido ao seu histórico, às questões pendentes sobre o consentimento dos proprietários das terras, às salvaguardas ambientais e à forma como os benefícios da mineração serão partilhados.
Toroama afirmou que o incidente não enfraquecerá a determinação do governo em reabrir as instalações de Panguna.

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