Dança contemporânea de Macau mostra-se em Almada

Imagem: Decalogue/Ieng Chi Dance Association

A Associação de Dança Ieng Chi vai dar a conhecer o projecto “Step+” em Portugal, com a participação na 34ª edição da Quinzena de Dança de Almada, certame que decorre naquele município da margem sul do Tejo entre 25 de Setembro e 11 de Outubro.

Financiado pelo Fundo de Desenvolvimento Cultural de Macau, o intercâmbio abrange a apresentação de duas peças de dança contemporânea, três sessões do programa trilateral de videodança “Saracoteio” e a participação em fóruns de desenvolvimento de dança contemporânea com produtores internacionais.

Lançada em 2018, a iniciativa “Step+” já levou artistas e projectos locais a festivais na Grécia, em Berlim, na Coreia do Sul e no Japão. A Associação de Dança Ieng Chi expande este ano a sua rede global para Portugal, país com laços históricos profundos com Macau.

Fotografia: Fabrics of Time/Ieng Chi Dance Association

O programa de espectáculos ao vivo em Almada contempla duas criações contemporâneas oriundas de Macau: Fabrics of Time, com coreografia de Chloe Lao, que conjuga conceitos de tinta-da-china e instalações de papel, e Decalogue, coreografada e interpretada por Cynthia Sio. A obra foi galardoada com o Prémio de Melhor Coreografia no Festival de Dança Juvenil da Coreia do Sul e propõe-se surpreender o público português com elementos pouco habituais.

Em paralelo, o projecto destaca ainda a plataforma “Saracoteio”, um programa de videodança co-organizado pela Quinzena de Dança de Almada, pelo festival UABA de Cabo Verde e pelo ROLLOUT-  Dance Film Biennale, de Macau. Após um convite à escala global promovido em Abril último, os responsáveis pela organização da iniciativa avaliaram cerca de seis dezenas de submissões de várias regiões lusófonas. Das sessenta criações analisadas, foram seleccionadas 15 obras, incluindo cinco de realizadores de Macau. A mostra estreou em Cabo Verde em Setembro, prossegue em Portugal em Outubro e culminará com projecções em Macau, no final do ano.

Segundo a curadora e produtora Mary Wong, o intercâmbio com festivais internacionais fomenta oportunidades de colaboração para os criadores de Macau e enriquece o ecossistema artístico local, através de diálogos interculturais com curadores e coreógrafos de Portugal e de Cabo Verde.

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