A distribuição das vacinas contra a Covid-19 não eliminará a pandemia, advertiu a Organização Mundial da Saúde (OMS) na sexta-feira. A organização lembra que a vacina não vai chegar a todo o mundo em 2021. As reticências ao imunizante podem constituir outro obstáculo ao controlo da epidemia.
“As vacinas não significam zero Covid. As vacinas e as campanhas de vacinação não resolverão por si só o problema”, explicou o director de Emergências da OMS, Michael Ryan, numa conferência de imprensa conduzida por videoconferência.
“Nem todo mundo terá acesso às vacinas no início do próximo ano”, afirmou o responsável.
O Reino Unido tornou-se na quarta-feira, o primeiro país ocidental a aprovar o uso de uma vacina contra a pandemia.
O director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, explicou que o progresso a que assistimos este ano no campo das vacinas “nos confere tranquilidade, podemos começar a ver uma luz ao fundo do túnel”: “Mas a OMS está preocupada diante da crescente percepção de que a pandemia acabou”, alertou.
“A verdade é que neste momento, muitos países estão confrontados com uma alta transmissão do vírus, o que impõe uma enorme pressão nos hospitais, nos cuidados intensivos, colocando em cheque os esforços dos profissionais da saúde”, completou.
O mundo atingiu os 65 milhões de casos de coronavírus na sexta-feira.
O novo coronavírus, que surgiu oficialmente na China há quase um ano, já matou mais de 1,5 milhões de pessoas.

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