Hong Kong. Governo reforça medidas de distanciamento

O Governo da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong impôs à meia-noite as mais duras medidas de distanciamento adoptadas desde o início da pandemia. As autoridades do território vizinho alertaram que a probabilidade da antiga colónia britânica poder vir a ser palco de um surto em grande escala é extremamente elevadas.

A cidade registou 48 casos novos de  infecção pelo novo coronavírus na terça-feira, incluindo 40 que foram transmitidos localmente, disseram as autoridades. Desde o final de Janeiro, Hong Kong já registou mais de 1.500 casos, oito dos quais se revelaram fatais.

“Metade dos casos relatados esta terça-feira são de origem desconhecida. É  um aspecto muito preocupante, porque os casos podem espalhar-se muito facilmente pela comunidade”, defendeu Chuang Shuk-kwan, do departamento de saúde pública de Hong Kong.

As novas medidas de distanciamento social tornam o uso de máscaras obrigatório para pessoas que utilizem os transportes público. Os restaurantes vão ter que encerrar as portas e só poderão prestar serviço de entrega ao domicílio a partir das 18 horas.

Nenhuma das duas regras foi implementada durante a primeira e a segunda ondas de coronavírus, registadas no início do ano. Quem se recusar a usar máscara nos transportes públicos, terá que pagar uma multa equivalente a 645 dólares.

Na segunda-feira, a chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, disse que o governo vai limitar as reuniões a 50 pessoa,  medida similar à que foi tomada  pelo Governo em Marçi..

Doze tipos de estabelecimentos, incluindo ginásios e locais de entretenimento, devem permanecer fechados durante uma semana.

O Executivo disse estar muito preocupado com o elevado número de casos importados, e planeia impor medidas adicionais a viajantes de locais provenientes de zonas de alto risco, como a apresentação de um teste de despistagem da Covid-19 com resultado negativo.

Lam disse que as medidas têm por base três aspectos: as considerações a respeito da saúde pública, o impacto económico e a aceitação social e a perspectiva de que a cidade pode ter que conviver com o novo coronavírus durante um período de tempo muito abrangente.

Antes das novas medidas terem sido decretadas, alguns supermercados impuseram restrições a produtos como arroz, máscaras e papel higiénico, noticiou a imprensa local. Em Fevereiro, residentes em pânico esvaziaram as prateleiras dos grandes supermercados, perante a escalada de medo provocada pelo novo coronavírus.

Mais de 13,2 milhões de pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo e 569.336 morreram, de acordo com uma contagem da agência Reuters.

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