Um tribunal norte-americano confirmou na quarta-feira uma decisão judicial que proíbe a caça do urso-cinzento na região onde se situa o famoso parque de Yellowstone. O veredicto constitui uma vitória para organizações ambientalistas e para várias tribos indígenas para as quais o animal tem um grande significado espiritual.
A decisão do tribunal de Segunda Instância de São Francisco constitui uma derrota para o Governo de Donald Trump, que suspendeu a restrição de caça nos estados de Wyoming e Idaho, situados no noroeste do país.
“O tribunal rejeitou acertadamente a proposta equivocada de transformar os ursos-cinzentos de Yellowstone como troféus pela primeira vez em 40 anos”, disse o advogado da organização não governamental Earthjustice, Tim Preso, em declarações à agência AFP. “O urso pardo é um dos poucos que nos resta numa natureza que está em retrocessão. A nossa vida selvagem está constantemente sob ataque”, complementa.
O Serviço de Pesca e Fauna Silvestre dos Estados Unidos da América determinou em 2017 que o urso-cinzento não era uma espécie ameaçada, abrindo caminho para o regresso da caça às imediações do parque mais antigo do país, Yellowstone.
A medida foi contestada na justiça pela tribo Cheyenne e por organizações ambientalistas, sob o argumento de que a sobrevivência da espécie ainda era precária.
Um juiz de um tribunal de base proibiu que a caça fosse retomada. A decisão foi agora ratificada pelo Tribunal de Segunda Instância do Nono Distrito Judicial, ao considerar que a agência federal não avaliou adequadamente o impacto do regresso da caça aos ursos e determinou que a decisão seja reavaliado.
A tribo dos Crow, dos Sioux de Standing Rock e a Nação Piikani foram alguns dos demandantes.
Os ursos-cinzentos voltaram a florescer de novo nas terras selvagens do oeste, embora apenas 1.500 sobrevivam nos 48 estados contíguos dos EUA. Mais de metade vivem na região de Yellowstone, onde o número quadruplicou desde que foi introduzida a proibição.

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