O mundo deve apoiar os residentes da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong por uma questão de solidariedade, depois de o governo chinês ter imposto a nova lei sobre segurança nacional no território vizinho. O apelo foi feito na segunda-feira pelo activista pró-democracia Joshua Wong,
“É necessário fazer o mundo entender que este é o momento certo para apoiar Hong Kong”, defendeu Wong, de 23 anos. “Não se pode ignorar, ou silenciar, a voz do povo de Hong Kong. Com a convicção de que o povo de Hong Kong vai lutar pela sua liberdade, nunca nos renderemos a Pequim”, complementou o antigo líder do entretanto extinto partido Demosisto.
Wong é um dos principais nomes da oposição em Hong Kong e é uma figura detestada pelo governo de Pequim. O jovem activista falou do lado de fora de um tribunal da antiga colónia britânica, onde está a ser julgado com outros activistas pelo seu envolvimento nas manifestações pró-democracia do ano passado.
A República Popular da China promulgou na semana passada uma nova lei sobre segurança que reprime a subversão, a secessão e o conluio com forças estrangeiras.
Na antiga colônia britânica, a lei é considerada pelos opositores como uma forma de silenciar e criminalizar o movimento pró-democracia.
Arautos da conspiração
Wong, que começou a fazer campanha pela democracia quando tinha apenas 12 anos de idade, é frequentemente considerado pela imprensa estatal chinesa como sendo alguém que conspira com forças estrangeiras para minar a estabilidade do país.
Promulgada na terça-feira passada, a lei de segurança nacional é o diploma mais severo imposto por Pequim à antiga colónia britânica, território que regressou à soberania chinesa 1 de Julho de 1997.
De acordo com o Reino Unido e com vários países ocidentais, a lei de segurança chinesa constitui uma violação da autonomia de Hong Kong e um série atropelo à validade do princípio “Um País, Dois Sistemas”.
Os críticos da lei de segurança nacional temem que o diploma abra uma nova era de repressão política, pois textos similares são aplicados para perseguir dissidentes na China continental.

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