Ao fim de três meses de portas fechadas devido à pandemia de COVID-19, o Palácio de Versalhes, uma das mais emblemáticas atracções de França e um dos palácios mais visitados do mundo, volta a receber visitantes no sábado, mas sem turistas estrangeiros.
O público poderá voltar a visitar o palácio, que foi a residência régia do monarca Luis XIV, e seus belos jardins, mas com um limite de meio milhar de visitantes por hora devido às restrições impostas devido ao novo coronavírus: “Quinhentos por hora equivale a 4.500 por dia”, disse à AFP Catherine Pégard, responsável pelo organismo que administra o palácio, considerado uma das mais belas realizações da arte e da arquitectura francesa do século XVII. Em junho de 2019 Versalhes recebia uma média de 27.000 visitantes por dia.
O uso de máscaras será obrigatório dentro do palácio para todas os visitantes com idade superior a onze anos e haverá marcações no chão para que o distanciamento seja mantido.
No entanto, o palácio não poderá contar com a presença de turistas estrangeiros nos primeiros dias após a reabertura. Antes da pandemia, 80 por cento dos mais de oito milhões de visitantes anuais vinham do exterior e o palácio funcionava em 87 por cento graças ao auto-financiamento, dado que 70 por cento dos seus recursos são provenientes da venda de ingressos: “Este modelo económico foi derrubado pelo coronavírus” e só se deverá reerguer gradualmente se houver capacidade para diversificar ainda mais” a oferta aos visitantes, disse Catherine Pégard, que espera contar com o apoio do Estado francês neste período delicado.
Um encerramento inédito
Vinte anos depois da tempestade que devastou os jardins do palácio, a aposta para 2020 era a de devolver o parque de Versalhes ao seu antigo esplendor.
E durante os 82 dias em que permaneceu fechado, as equipes, principalmente os jardineiros, trabalharam activamente com esse objetivo em mente: “Durante estes três meses, trabalhamos no sentido de garantir uma reabertura em grande”, especialmente depois do anúncio da flexibilização do confinamento, a11 de Maio, afirmou Pégard. “No início, havia um sentimento surreal no acto de fechar as portas sem saber quando seria possível reabrir. Era algo inédito, excepto quando se declarou a guerra em Setembro de 1939”, apontou.
Antes de Versalhes, o famoso castelo de Chambord abriu as suas portas ao público esta sexta-feira, localizado a cerca de 200 km ao sul de Paris, outro lugar visitado por centenas de milhares de turistas a cada ano.
O Museu do Louvre, em Paris, voltará a abrir as portas a 6 de Julho, o Museu de Orsay a 23 de Junho e o Centro Pompidou, a 1 de Julho.

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