O Governo deu esta sexta-feira o calendário relativo aos procedimentos de candidatura ao estatuto de membros do ‘colégio’ eleitoral que vai eleger o substituto de Fernando Chui Sai On no cargo de Chefe do Executivo. Empossada na quarta-feira, a Comissão de Assuntos Eleitorais do Chefe do Executivo clarificou ainda os constrangimentos legais a que estão sujeito os eventuais candidatos à chefe do Governo que exerçam actualmente funções políticas.
Numa conferência de imprensa ontem conduzida, o organismo liderado pela juíza Song Man Lei explicou que as associações sócio-profissionais do território podem apresentar, entre 24 de Abril e 7 de Maio, os nomes dos candidatos a membros do colégio eleitoral que vai eleger o Chefe do Executivo.
A magistrada do Tribunal
de Última Instância adiantou que os eventuais candidatos a Chefes do Executivo
que cumpram actualmente funções públicas terão que solicitar a suspensão de
funções. Esta semana, o presidente da Assembleia Legislativa, assumiu pela
primeira vez a possibilidade de se poder vir a candidatar ao cargo actualmente
ocupado por Chui Sai On. Ho Iat Seng disse na quarta-feira que está a
equacionar “prudentemente” uma candidatura a Chefe do Executivo.
Um dia depois foi a vez do secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong,
revelar que está a ponderar uma eventual candidatura. O governante disse aos
jornalistas que está “a escutar a comunidade”. Caso venha oficializar a
candidatura, Leong Vai Tac terá que renunciar ao estatuto de titular da pasta
da Economia e Finanças do Executivo liderado por Chui, explicou a presidente da
Comissão de Assuntos Eleitorais do Chefe do Executivo.
O Chefe do Executivo, recorde-se, é eleito por um comité de 400 personalidades em representação de vários sectores da sociedade de Macau. O organismo abarca habitualmente os deputados à Assembleia Legislativa, os membros do Conselho Executivo e ainda representantes da sociedade civil, propostos pelas associações sócio-profissionais do território. Depois de eleito, o sucessor de Fernando Chui Sai On na liderança do Governo terá ainda que ser aprovado pelo Governo Central.

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