O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a economia da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong deve crescer 3,5 por cento em 2018, mas que deverá desacelerar para os 2,9 por cento em 2019.
O resultado projectado para 2018 resulta de “uma forte recuperação cíclica no primeiro semestre do ano, da recuperação global continuada e do optimismo doméstico”.
Em 2019, o crescimento deverá diminuir para os 2,9 por cento, de acordo com o FMI. Se, por um lado, “o consumo privado (auxiliado por um mercado de trabalho restrito) e o investimento (beneficiado por projectos actualmente em andamento) deverão continuar a sustentar o crescimento”, há a registar, por outro, ”ventos contrários decorrentes do aumento das tensões comerciais [China/EUA], condições financeiras globais mais rígidas e crescimento mais lento na China continental”, acrescenta aquele organismo.
No médio prazo, espera-se que a economia cresça em torno dos 3 por cento, “próximo ao seu potencial”, sublinha o Fundo Monetário Internacional na sua avaliação mais recente e divulgada na quinta-feira.
No entanto, os riscos futuros para Hong Kong aumentaram, de acordo com o FMI, que os elenca: a nova escalada das tensões comerciais globais, a contração desordenada das condições financeiras globais, o crescimento mais lento do que o esperado na China continental e uma correcção acentuada no mercado imobiliário.

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