Em Julho, as autoridades sul-coreanas exportaram 6300 toneladas de lixo para a ilha de Mindanao, num processo em que contaram com a cumplicidade de uma empresa local. O processo irritou a delegação filipina da Greenpeace, que exortou os países desenvolvidos a colocar um ponto final na exportação de lixo.
A Coreia do Sul vai fazer regressar ao país 6.300 toneladas de lixo ilegalmente exportado para as Filipinas, anunciou esta sexta-feira o Ministério sul-coreano do Meio Ambiente.
“Pretendemos trazer o lixo o mais rapidamente possível, mas a data exacta ainda está para ser fixada porque ainda estamos no processo de consultas bilaterais [com as autoridades filipinas]”, afirmou em conferência de imprensa o porta-voz do Ministério.
O lixo foi enviado em Julho para a ilha de Mindanao, no sul do país, através de uma empresa filipina.
A empresa, a Verde Soko Phillipines Industrial, introduziu o lixo em Mindanao classificando-o como ‘chips’ de plástico reciclado, mas uma investigação jornalística local revelou em Novembro a existência de resíduos perigosos, como baterias, lâmpadas e lixo electrónico.
O caso originou uma dura condenação por parte da secção filipina do grupo ambientalista Greenpeace, que exigiu à Coreia do Sul e a outros países desenvolvidos para acabarem com a exportação do lixo.

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