Mais de duas dezenas de manifestantes ficaram feridos, depois da polícia do Bangladesh ter dispersado com violência um protesto de estudantes. Na origem da manifestação esteve o atropelamento de dois alunos por parte de condutores indocumentados. O governo de Dhaka acusa o maior partido da oposição de estar a instrumentalizar a juventude.
A repressão, por parte da polícia, de um protesto em Dhaka, capital do Bangladesh, deixou um número ainda inquantificado de feridos. As forças policiais recorreram a gás lacrimogéneo e a bastões para dispersar um protesto de centenas de estudantes contra a morte de dois colegas no trânsito.
Testemunhas e notícias registaram uma situação de caos em Dhaka, nomeadamente manifestantes a atirar pedras à polícia, que, em resposta, deixou feridos vários protestantes. Um jornal local indicou que terão ficado feridas pelo menos duas dezenas e meia de pessoas.
Desde o domingo passado que se multiplicam os protestos devido à morte de dois estudantes universitários, que foram atingidos mortalmente por dois autocarros.
Os protestos têm paralisado a cidade de 10 milhões de pessoas, com os autocarros a recusarem deslocar-se a Dhaka.
Com eleições gerais marcadas em Dezembro, o governo da primeira-ministra Sheikh Hasina tem criticado o partido nacionalista do país, o principal partido da oposição, acusando-o de mobilizar e instrumentalizar os estudantes para criar o caos e lucrar politicamente.
Os jovens têm pedido maior segurança nas estradas do Bangladesh, sector que é caracterizado pela corrupção, dado que circulam muitos condutores não habilitados e veículos ilegais.
Pelo menos 12 mil pessoas morrem anualmente em acidentes rodoviários.
Os autocarros são fundamentais no transporte pelo país, onde os comboios circulam sobrelotados e a maioria das pessoas não tem posses para comprar carros.

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