Galgos. Yat Yuen reclama animais que deixou no Canídromo

A Companhia de Corrida de Galgos Yat Yuen enviou esta quinta-feira ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais uma carta em que reclama a posse dos animais que abandonou no Canídromo, no final da semana passada. A empresa quer realojar os galgos num edifício desocupado da zona do Pac On e entregar os animais ao cuidado de voluntários da Anima e de outras associações de protecção dos direitos dos animais.

O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais de Macau (IACM) informou ao final da tarde desta quinta-feira que recebeu um pedido apresentado pela Companhia de Corridas de Galgos Macau (Yat Yuen), no qual esta reclama os galgos “deixados no Canídromo, e uma proposta concreta de deslocação [dos animais]”. A empresa propõe que os animais sejam realojados num edifício desocupado situado na zona do Pac On, na ilha da Taipa, onde deverão ficar ao cuidado de voluntários da Anima e de outras associações locais de protecção dos direitos dos animais.

O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais referiu, em comunicado, que está a avaliar a viabilidade da proposta. No sábado, as autoridades de Macau acusaram a Companhia de Corridas de Galgos Macau de ter abandonado os galgos nas instalações e ameaçou aplicar sanções financeiras com base na Lei de Protecção dos Animais: “Findo o prazo para deslocação do canídromo da Companhia de Corridas de Galgos Macau (…) a empresa não assumiu as responsabilidades e as obrigações devidas […], deixando 533 galgos abandonados no referido local”, sublinhou então o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.

A Companhia de Corridas de Galgos tinha entregado na semana passada, na véspera de terminar o contrato de exploração, uma carta às autoridades de Macau na qual referia que os galgos do Canídromo se tratavam de bens que deviam reverter a favor das autoridades do território.

Até aqui, a empresa, que pertence à Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, fundada pelo magnata do jogo Stanley Ho, “não se dedicou a encontrar solução adequada para colocar esses galgos existentes, e agora quer passar as responsabilidades para o Governo e para a sociedade”, reagiu o IACM.

A 12 de Julho, o IACM já tinha exigido à Companhia de Corridas de Galgos a entrega imediata de um plano concreto para realojamento dos galgos, depois de a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos ter recusado prolongar o contrato de exploração do Canídromo, a operar há mais de 50 anos no território.

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