A Torre Eiffel permaneceu de portas-fechadas esta segunda-feira devido a uma greve de trabalhadores, “indignados” com a “marginalização e invisibilização” das mulheres que trabalham no monumento, durante uma visita de uma delegação hindu no passado sábado.
À margem da inauguração de um templo hindu perto de Paris, referenciado como o maior da Europa, uma delegação visitou a Torre Eiffel, de acordo com funcionários e a administração do monumento.
No entanto, “instruções profissionais” levaram “à marginalização, substituição e invisibilização das trabalhadoras por causa do seu género”, diz um comunicado dos funcionários, enviado à Agência France Press pelo sindicato CGT.
A SETE, empresa responsável pela gestão da Torre Eiffel, reconheceu que a delegação indiana tinha solicitado que a visita fosse organizada de forma a que as “interações com mulheres” fossem limitadas. A operadora reconhece que “essas condições não deveriam ter sido aceites”.
A visita ocorreu no mesmo dia em que se realizou um desfile cultural de barcos no Sena, organizado pelo movimento espiritual indiano Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS).
Criticada por alguns membros da diáspora indiana como particularmente conservadora e nacionalista, esta organização consagrou no domingo o seu primeiro grande templo em território francês, construído em Bussy-Saint-Georges, 30 quilómetros a leste de Paris.
A situação na Torre Eiffel rapidamente atraiu a condenação da classe política, incluindo do prefeito de Paris, o socialista Emmanuel Grégoire, que anunciou nas redes sociais que uma investigação seria iniciada “o mais brevemente possível”: “Reafirmo o compromisso da Torre Eiffel (…) com a igualdade entre mulheres e homens”, disse à AFP Ariel Weil, presidente da SETE e autarca socialista do bairro da cidade onde a Torre Eiffel está situada. Weil afirmou que nem ele nem Grégoire tinham conhecimento da visita.
A cidade de Paris é a proprietária da Torre Eiffel e accionista maioritária da empresa que a administra. Mais de seis milhões de pessoas visitaram este ex-líbris turístico de Paris em 2025. O monumento reabriu esta terça-feira ao público.

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