Cathay Pacific passa a identificar Taiwan como território chinês

A companhia aérea de bandeira da vizinha Região Administrativa Especial identifica, desde a semana passada, a Formosa como território chinês. Em Abril, a Autoridade de Aviação Civil da China exigiu que 36 companhias aéreas estrangeiras se referissem a Taiwan como território chinês.

A Cathay Pacific, companhia aérea de bandeira da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong, tornou-se a mais recente transportada aérea a identificar Taiwan como território chinês, uma decisão tomada depois de ter recebido da parte das autoridades chinesas um pedido nesse sentido.

Em Abril, a Autoridade de Aviação Civil da China pediu a 36 companhias aéreas estrangeiras que se referissem a Taiwan como território da China numa tentativa de isolar a ilha no cenário internacional. A Formosa tem sido administrada de forma independente desde 1949.

Até então, a Cathay e sua subsidiária Dragon Air, designavam Taiwan como uma entidade autónoma, mas, desde quarta-feira, as sua páginas na internet referem-se à ilha como “Taiwan, China”, em inglês e chinês.

A porta-voz do Governo de Taiwan, Kolas Yotaka, classificou esta decisão de “injusta” e pediu o apoio da comunidade internacional: “Continuamos a pedir que a comunidade internacional não se torne cúmplice no assédio da China”, disse ela aos jornalistas.

Já a Cathay Pacific explicou que a empresa foi registada na “Região Administrativa Especial de Hong Kong da República Popular da China” e que deve “respeitar os regulamentos das autoridades competentes da aviação civil”, acrescentou a empresa.

Empresas menores da antiga colónia britânica, que regressaram em 1997 sob a tutela chinesa, como a Hong Kong Express e a Hong Kong Airlines, fizeram o mesmo.

Um número crescente de empresas internacionais, como a australiana Qantas e a Singapore Airlines, já se refere a Taiwan como pertencente à China.

Washington denunciou recentemente como um “absurdo orwelliano” as exigências de Pequim. Uma referência ao escritor britânico George Orwell, cujas obras denunciam o totalitarismo e a vigilância dos indivíduos.

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