O Governo nipónico operou esta manhã um novo balanço às vítimas do mau tempo que afectou o sudoeste do Japão ao longo dos últimos dias. O porta-voz do Governo, Yoshihide Suga, colocou o número de vítimas nas 199. O paradeiro de seis dezenas de pessoas continua por determinar.
Pelo menos 199 pessoas morreram no sudoeste do Japão, na sequência das inundações e dos aluimentos de terras ocorridos na zona, anunciou esta quarta-feira o porta-voz do Governo japonês.
O primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe, ordenou acções rápidas para acudir aos afectados, precisou Yoshihide Suga, num encontro com a imprensa. Um anterior balanço referia pelo menos 179 mortos.
Abe, que anulou uma deslocação a quatro países – incluindo a Bélgica e a França – visitou na quarta-feira a província de Okayama, uma das mais atingidas juntamente com a de Hiroshima. Na sexta-feira, o chefe do Governo tem prevista uma nova deslocação a outra zona afectada.
Shinzo Abe não prestou declarações, mas reuniu-se em privado com alguns habitantes. Além dos 199 mortos confirmados, as autoridades referiram desconhecer o paradeiro de várias dezenas de pessoas, enquanto os meios de comunicação social indicaram que cerca de 60 pessoas estão desaparecidas.
O pesado balanço, ainda provisório, da mais grave catástrofe meteorológica desde 1982, levantou a questão dos métodos de avaliação do perigo, reconheceu o Governo, fortemente criticado pela oposição pela gestão da crise considerada tardia.
“Temos vistos nestes últimos anos desastres relacionados com a chuva cada vez mais mortíferos. Devemos rever o que o Governo pode fazer para reduzir os riscos”, tinha indicado Suga na quarta-feira à tarde. Milhares de residentes estão actualmente em abrigos públicos, enquanto outros foram acolhidos por familiares.

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