A vítima, uma mulher de 40 anos que trabalhava como croupier num casino, recebeu uma chamada de alguém que se fez passar por um agente das forças de segurança do Continente. O burlão convenceu a mulher que estava a braços com a justiça na China. Para evitar ser presa, a vítima foi invectivada a pagar uma quantidade astronómica de dinheiro.
Uma residente do território perdeu cerca de 3,73 milhões de patacas numa alegada burla telefónica, disse fonte policial, citada esta quarta-feira pelo jornal Macau Post Daily.
De acordo com informações recolhidas pelo jornal junto da Polícia Judiciária (PJ), a vítima é uma mulher de quarenta anos que trabalha como ‘croupier’ num casino.
O porta-voz da PJ, Choi Ian Fai, afirmou que no dia 18 de Maio a vítima recebeu um telefonema de uma pessoa que afirmava ser um membro da empresa de entregas SF Express que lhe disse que uma encomenda que ela tinha enviado continha um item proibido e que, por essa razão, tinha sido confiscado pelo Departamento de Segurança Pública da República Popular da China. O telefonema foi depois transferido para uma outra pessoa que alegava ser da polícia.
A vítima disse ao “polícia” que não tinha enviado nenhuma encomenda. Segundo o porta-voz, o alegado polícia disse à mulher de 40 anos que alguém poderia ter usado a sua identidade, pedindo depois à vítima para transferir uma certa quantia de dinheiro para uma conta específica para “verificação”, caso contrário ela poderia ser processada e até presa quando visitasse a República Popular da China.
A vítima foi então instruída a ir a três lojas de telecomunicações em Macau, que estão sob investigação por estarem envolvidas em várias fraudes telefónicas, a partir de onde transferiu cerca de três milhões de patacas. A mulher teve ainda de se deslocar uma vez à China a uma outra loja de telecomunicações para pagar o montante remanescente.
Este tipo de esquema tem sido recorrente em Macau, com os burlões a fazerem-se passar por autoridades do interior da China ou por funcionários de uma empresa de entregas.
Em Junho, a PJ informou estar a investigar um caso em que sete jovens residentes em Macau perderam cerca de 1,26 milhões de patacas em alegadas burlas telefónicas conduzidas no território entre Maio e Junho.
A Polícia Judiciária indicou que entre as vítimas, com idades entre os 18 e os 24 anos, se encontram três estudantes universitários e um aluno do ensino secundário.
Em Março, uma série de casos de burlas telefónicas resultou em prejuízos equivalentes a 41,6 mil euros, disse na época à Lusa fonte da PJ do território. À data, haviam sido registados 452 casos de burlas telefónicas desde o início do ano.

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