O estado de emergência que se vive no sudoeste do Japão já levou o primeiro-ministro, Shinzo Abe, a cancelar a viagem oficial que devia fazer nos próximos dias à Europa e ao Médio Oriente. O último balanço apresentado pelas autoridades japonesas dá conta de 109 mortos e de oito dezenas de desaparecidos.
Mais de uma centena de pessoas morreram na sequência das chuvas torrenciais, inundações e aluimentos de terra que atingiram a região do Japão, uma situação que levou esta segunda-feira o primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe, a cancelar uma viagem à Europa e ao Médio Oriente.
O porta-voz do Governo japonês, Yoshihide Suga, disse em conferência de imprensa que há pelo menos 109 mortos e 80 pessoas continuam desaparecidas: “O número de desaparecidos continua a subir, sobretudo em Hiroshima, uma das zonas mais atingidas”, afirmou.
Yoshihide Suga adiantou ainda que o primeiro-ministro cancelou a viagem prevista para os dias entre 11 e 18 de Julho à Europa e ao Médio Oriente por causa da situação de emergência que se vive no país.
A contagem das vítimas tem sido dificultada pelas vastas áreas afectadas por chuvas, inundações e aluimentos de terras.
Mais de quatro milhões de habitantes receberam ordens para abandonarem as suas casas, instruções nem sempre respeitadas por, às vezes, ser já impossível ou demasiado perigoso seguir estas ordens.
As autoridades alertaram para a ocorrência de aluimentos de terras mesmo depois da diminuição da chuva.
As zonas mais atingidas são as prefeituras de Okayama, Hiroshima e Ehime, onde várias pessoas foram encontradas mortas, na sequência de aluimentos de terras e inundações, noticiou a agência japonesa Kyodo.

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