O chefe de Estado português, o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou na segunda-feira a intenção de se recandidatar ao cargo e de disputar as presidenciais de 24 de Janeiro de 2021, nas quais vai procurar ser reeleito por mais cinco anos. A reeleição está praticamente garantida, dada a sua popularidade.
Rebelo de Sousa, que celebra 72 anos este sábado, assegurou que é “um dever de consciência” voltar a ser candidato numa época tão complicada: “Não vou sair no meio de uma caminhada tão exigente e dolorosa”, disse durante o anúncio da recandidatura, que foi realizado num restaurante próximo do Palácio de Belém.
“Sou exatamente o mesmo de há cinco anos”, afirmou o presidente português, que em 2016 se impôs na primeira volta com 54 por cento dos votos e a quem as sondagens auguram uma vitória ainda maior (63 por cento) na próxima ida às urnas.
Com a promessa de evitar a “crispação”, Marcelo explicou que demorou a anunciar a sua candidatura porque primeiro queria, como presidente, convocar as eleições e tomar “decisões essenciais”, como a declaração do estado de emergência para a segunda vaga da pandemia de coronavírus.

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