Rússia e Coreia do Norte inauguram primeira ligação rodoviária

Fotografia: Mike Bravo/Unsplash

A Rússia e a Coreia do Norte, países que têm apenas 20 quilómetros de fronteira em comum, inauguraram esta segunda-feira estão desde hoje unidos por via terrestre pela primeira vez. Moscovo e Pyongyang inauguraram uma ponte sobre o Rio Tumannaya, na região de Vladivostok.

O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, que participou na cerimónia através de videoconferência, não hesitou em classificar o evento como “histórico”. O responsável associou a inauguração à necessidade de impulsionar o potencial logístico e de transporte do Extremo Oriente russo.

A ponte, com pouco mais de um quilómetro de comprimento —  424 metros do lado russo e 581 do lado norte-coreano – foi construída sobre o rio Tumannaya, na região russa de Primorye, cuja capital é a cidade de Vladivostok.

Mishustin sublinhou que cerca de 300 veículos por dia deverão atravessar o novo posto fronteiriço entre os dois países. O projecto teve início em Abril do ano passado, após receber aprovação de ambos os líderes, o russo Vladimir Putin e o norte-coreano Kim Jong-um: “As relações entre a Rússia e a Coreia do Norte encontram-se actualmente num nível sem precedentes de parceria estratégica. Os nossos países cooperam activamente em praticamente todas as esferas e também coordenam esforços para garantir a segurança e a estabilidade regionais”, destacou Mishustin.

A ponte recebeu o nome de Yakov Novichenko, um oficial do Exército Vermelho que, em 1946, salvou a vida do fundador da República Popular Democrática da Coreia, Kim Il-sung, durante um ataque com granadas.

Até então, a única ligação terrestre entre os dois países era ferroviária, através da famosa Ponte da Amizade. Os dois lados acreditam que a nova via facilitará o aumento do comércio e do turismo.

Em meados de Julho, Vladimir Putin reuniu-se com a ministra dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte, Choe Son-hui, pela segunda vez em menos de um ano. Na altura, Putin voltou a manifestar gratidão pela assistência militar norte-coreana à campanha militar da Rússia na Ucrânia, algo que, segundo ele, a Rússia “nunca esquecerá”. Em meados de 2024, Putin viajou para Pyongyang pela primeira vez em 25 anos para assinar um acordo que incluía uma cláusula de defesa mútua em caso de agressão.

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