A Nicarágua lucrou 7,6 milhões de dólares com a venda de mais de 50 mil exemplares de espécies exóticas nos primeiros nove meses deste ano. Entre os animais exportados estão rãs-arborícolas-de-olhos-vermelhos, basiliscos verdes, jiboias, lagartos-de-cauda-curta e caracóis rosados, informou o Ministério do Ambiente e Recursos Naturais (MARENA) do país na quinta-feira.
Em comunicado, o organismo indicou que, entre Janeiro e Setembro, emitiu uma série de licenças, de acordo com a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), para a exportação de animais selvagens criados em explorações autorizadas, gerando uma receita de 7,6 milhões de dólares.
Com estas licenças da CITES, os animais foram exportados para países como a Tailândia, a França, o Canadá, os Estados Unidos, o México, o Japão, a Coreia do Sul e Hong Kong, de acordo com informações oficiais.
Segundo o Ministério do Ambiente e Recursos Naturais (MARENA), estas exportações foram realizadas em conformidade com os critérios estabelecidos pela CITES e pelos regulamentos nacionais, “promovendo a utilização sustentável dos recursos naturais e a conservação da biodiversidade”.
Entre as espécies mais procuradas estão a rã-arborícola-de-olhos-vermelhos, a rã-flecha-venenosa, a rã-camuflada, a rã-arborícola-verde, a falsa cobra-coral, a rã-arborícola-verde, o lagarto-de-cauda-achatada e a lagartixa-tigre, entre outras, acrescentaram as autoridades.
Os mercados do Japão, Estados Unidos, Hong Kong, Alemanha, Canadá, Reino Unido e Taiwan estão entre os principais destinos dos animais exóticos exportados pela Nicarágua, onde são adquiridos principalmente como animais de estimação.
Os animais exóticos são comuns na Nicarágua, um país tropical que alberga mais de 12.400 espécies de fauna.
Neste país centro-americano, estão registados no Ministério do Ambiente nove unidades de criação de animais, seis das quais dedicados à exportação.

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