Morreu Patrick Stewart. Comandante Picard a caminho das estrelas

O actor britânico Patrick Stewart, que se tornou um rosto conhecido de Hollywood pelos seus papéis em “Star Trek: O Caminho das Estrelas” e “X-Men”, morreu, aos 86 anos, de acordo com um comunicado oficial divulgado na quinta-feira.

“Anunciamos com grande pesar o falecimento de Sir Patrick Stewart ontem, na sua residência em Los Angeles, sob os cuidados amorosos da sua querida esposa Sunny, após uma breve e comovente luta contra a doença de Alzheimer e a demência por corpos de Lewy”, diz a nota.
Natural da região inglesa de Yorkshire, o actor subiu aos palcos britânicos com a Royal Shakespeare Company, antes de cruzar o Atlântico rumo aos Estados Unidos, onde construiu uma carreira aclamada.
Os papéis mais conhecidos de Stewart em Hollywood foram o do “capitão Jean-Luc Picard”, em “Star Trek – Gerações”, e o do “professor Charles Xavier” na série de filmes X-Men: “A sua voz sonora e seu talento singular serão, para sempre, sinónimos de interpretações inesquecíveis em todos os géneros”, destaca a nota. “Sir Patrick Stewart explorou a condição humana em toda a sua complexidade poética e levou esperança não apenas aos confins mais remotos do Universo Cinematográfico da Marvel, mas também à fronteira final mais icónica da ficção científica a bordo da nave Enterprise.”

A caminho das estrelas

Stewart tinha 47 anos quando se estreou como Picard em “Star Trek – Gerações”, um papel que se tornou o seu caminho para a fama e a fortuna.
Em 1987, a mudança para os Estados Unidos foi recebida inicialmente com desdém por órgãos de comunicação social como o jornal Los Angeles Times, que o descreveu como um “actor britânico shakespeariano desconhecido”. Mais tarde, Stewart comentou que se sentiu ofendido com comentários de que estaria “a rebaixar-se” ao migrar para a TV americana. Em certa ocasião, declarou que suas credenciais shakespearianas eram “uma preparação para se sentar na cadeira de capitão da Enterprise”, a famosa nave de Star Trek.
O ator teve ainda mais reconhecimento no cinema, com filmes da saga X-Men, na qual se estreou no ano 2000, como fundador e mentor da equipe de super-heróis mutantes: “Ao longo de mais de 25 anos, deu peso e profundidade ao papel, conquistando fãs em todo o mundo e ajudando a transformar para sempre a narrativa dos super-heróis”, destacou a Marvel hoje.
Hugh Jackman, colega de elenco de Stewart, descreveu o actor como “um dos grandes do teatro e das telas”, e como “um amigo e homem extraordinário”. Já a Royal Shakespeare Company lembrou Stewart como “um colosso tanto dos palcos como das telas e um dos melhores actores clássicos shakespearianos da sua geração”.
A estreia da última participação de Stewart no cinema está prevista para Dezembro, no papel de professor Xavier em “Vingadores: Doutor Destino”.
Nomeado cavaleiro em 2010, Stewart casou-se três vezes: com Sheila Falconer, com quem teve dois filhos, entre eles Daniel, que também é actor, com a produtora de “Star Trek” Wendy Neuss e com a cantora americana Sunny Ozell, 38 anos mais nova.

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