DMZ ao rubro. Seul acusa Pyongyang de “violar armistício” de 1953

Fotografia: Cristopher Pap de Pasteny/Unsplash

A Coreia do Sul denunciou esta terça-feira o que diz ser uma “violação do armistício”. Seul acusa Pyongyang de criar instabilidade, após a explosão de uma mina na semana passada na Zona Desmilitarizada (DMZ) que separa as duas nações irmãs.

A explosão, que aconteceu a 21 de Setembro, feriu três soldados sul-coreanos, dentro da DMZ, uma faixa de segurança de quatro quilómetros de largura que divide, desde 1953, a península ao longo de quase 250 quilómetros. Um dos soldados que ficaram feridos perdeu o pé.

A Zona Desmilitarizada é um dos lugares com o maior número de minas do planeta, com uma estimativa de pelo menos 800.000 artefactos da índole.

“É uma violação manifesta do acordo de armistício e, como a Coreia do Norte é responsável por isso, tomaremos as medidas correspondentes”, declarou o ministro da Defesa sul-coreano, Kang Shin-chul, durante uma audiência parlamentar.

O Exército sul-coreano e o Comando das Nações Unidas encontraram nesta terça-feira uma mina norte-coreana perto do local da explosão, informou o Estado-Maior Conjunto de Seul.

A equipe responsável pela investigação encontrou “uma mina antipessoal norte-coreana de plástico perto do local da explosão”, mas considera que ela é “diferente” da descrita pelos soldados que participaram da operação no momento da explosão, segundo um comunicado.

Muitas minas instaladas na DMZ datam dos anos da Guerra da Coreia (1950-1953). O conflito terminou com um armistício e não com um tratado de paz, o que significa que Seul e Pyongyang continuam tecnicamente em guerra.

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