Colômbia. Incêndio ameaça joia turística dos Andes

Fotografia: Juan Marin Lopez/Unsplash

Um incêndio florestal devastou, entre a noite de sábado e a madrugada de domingo, cerca de 200 hectares de floresta andina na região central da Colômbia. As chamas deflagraram perto de uma cidade que recebe mais de um milhão de turistas por ano.

As chamas começaram a propagar-se na tarde de sábado e eram visíveis da praça central de Villa de Leyva, um município que se destaca pela aparência antiga e por suas ruas e construções de pedra.

A Unidade Nacional para a Gestão de Risco de Desastres (UNGRD) da Colômbia conseguiu direccionar as chamas para longe da cidade, mas cerca de 250 pessoas, entre bombeiros e moradores ainda tentam combater o incêndio, que poderá ter sido “provocado”, denunciou o ministro do Ambiente colombiano, Fabio Arjona, em postagem no X.

Mais de 200 hectares foram afectados, assegurou à AFP José Castro, director da unidade de gestão de riscos do departamento de Boyacá, que supervisionou a evacuação dos hóspedes de um hotel localizado na base da montanha.

As autoridades esperam “controlar a situação para poder recuperar a normalidade neste hotel e em algumas outras habitações que também foram evacuadas”, disse.

Voluntários tentavam, na tarde de domingo, conter o avanço do fogo com catanas e galhos, enquanto um helicóptero jogava água sobre as chamas que consumiam eucaliptos.

Dois helicópteros do governo e outras duas aeronaves militares também se uniram aos trabalhos, assim como pessoal dos bombeiros da capital, Bogotá.

“Villa de Leyva não está sozinha”, escreveu o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, na rede social X. “Vamos mobilizar todas as capacidades do Estado para combater este incêndio e proteger os seus habitantes, o seu património e a sua riqueza natural”, acrescentou.

Os incêndios florestais são frequentes na época seca ao longo da zona andina próxima ao Equador, mas neste ano intensificaram-se devido às condições climáticas associadas ao fenómeno El Niño, que desponta como um dos mais intensos já registados, com secas e temperaturas elevadas.

Cerca de 18 incêndios florestais permanecem activos na Colômbia, segundo o último balanço das autoridades.

O fenómeno faz disparar as temperaturas da superfície do Pacífico e desencadeia mudanças globais nos padrões de ventos, pressão e precipitações.

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