A Yamaha anunciou, logo após o fim do Grande Prémio da Malásia de MotoGP, que não vai participar no Grande Prémio do Qatar, previsto para este fim-de-semana, por manter as restrições de viagens para o Médio Oriente em vigor na empresa.
A marca informou o MotoGP Group, promotor do campeonato, da decisão de faltar à prova, sublinhando que esta resulta da sua própria análise da situação.
A ausência abrange a equipa oficial e a formação satélite, a Prima Pramac Yamaha. A decisão deixa de fora da ronda no Circuito de Lusail, o francês Fabio Quartararo, os espanhóis Álex Rins e Augusto Fernández e o australiano Jack Miller.
Fernández tem substituído o turco Toprak Razgatlioglu, afastado da competição por lesão.
A Yamaha reiterou, ainda assim, o compromisso com o campeonato e apontou o regresso à pista na etapa portuguesa da competição, que se disputa no Algarve.
O MotoGP Group manifestou entretanto desagrado com a decisão, também em comunicado, considerando que as garantias transmitidas aos participantes permitem manter a realização da prova.
O promotor indicou ter consultado as autoridades do Qatar, o circuito de Lusail e assessores de segurança independentes, sem receber informações que justificassem alterar os planos e lembrou que os restantes participantes confirmaram a presença.
A organização advertiu ainda para possíveis implicações contratuais e desportivas da ausência da Yamaha, remetendo eventuais consequências desportivas para a Federação Internacional de Motociclismo (FIM), nos termos do regulamento.
A equipa de Moto2 ligada à Yamaha recebeu liberdade para decidir e optou por participar, mantendo em prova o espanhol Izan Guevara, que ainda se encontra entre os candidatos ao título.
O Grande Prémio do Qatar é a próxima ronda do Mundial de velocidade, seguindo-se as provas de Portugal, em Portimão, e da Comunidade Valenciana, em Espanha.

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