Os grupos políticos que criam sites concebidos para se parecem com portais electrónicos dos meios de comunicação social vão deixar de receber, da parte do Facebook, o mesmo tratamento dispensado a meios de comunicação social independentes, anunciou a rede social na terça-feira.
De acordo com o Facebook, o aumento do número de portais electrónicos de natureza política disfarçados de meios de comunicação social provocou uma mudança na política da empresa em relação a conteúdos noticiosos. A partir de agora, os websites em questão vão deixar de ser incluídos no feed de notícias da rede social.
Os portais electrónicos partidários poderão permanecer na plataforma, mas “estarão sujeitos ao mesmo padrão com que as entidades políticas são tratadas pelo Facebook”, informou a gigante tecnológica, com sede na Califórnia.
Investigadores identificaram mais de mil e duzentos portais electrónicos concebidos para se parecerem com sites de notícias locais, mas com mais de 90 por cento do seu conteúdo gerado por algoritmos que usam conjuntos de dados públicos ou reutilizam histórias de fontes externas. Esses portais vão deixar de ter acesso a mensagens de notícias nos serviços do Facebook, WhatsApp e Messenger.
“Reconhecemos que há um número crescente de publicações de notícias ligadas a diferentes tipos de entidades políticas e outras organizações que podem influenciar as políticas públicas e as eleições”, assinalou o Facebook no seu blog.
“Enquanto nos preparamos para as eleições de Novembro, estamos absolutamente empenhados em garantir que estamos a proteger a integridade da votação”, assinalou o vice-presidente para as questões de Integridade do Facebook, Guy Rosen, numa conferência por via telefónica com a imprensa.

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