As autoridades de uma cidade da Região Autónoma da Mongólia Interior, na China, emitiram este domingo um alerta, um dia depois de um hospital da região ter relatado um caso suspeito de peste bubónica.
O comité de saúde da cidade de Bayan Nur emitiu um alerta de terceiro nível, o segundo mais baixo de um sistema de quatro níveis.
O alerta proíbe a caça e o consumo de animais que possam transmitir a peste e pede ao público que relate quaisquer casos suspeitos de peste ou febre sem causas claras. As autoridades pedem que a população denuncie a descoberta de marmotas doentes ou mortas.
O Centro Nacional de Controlo Zoonótico da República Popular da China teme que até 650 pessoas possam ter tido contacto directo ou secundário com duas pessoas que testaram positivo para a yersinia pestis, a bactéria que causa a patologia.
O alerta deste domingo segue-se à identificação de quatro casos de peste em residentes da Mongólia Interior em Novembro passado, incluindo dois de peste pneumónica, uma variante mais mortal da peste.
A peste bubónica – conhecida como “Peste Negra” na Idade Média – é uma doença altamente infecciosa e frequentemente fatal que se espalha principalmente por roedores.
Os casos de peste não são incomuns na República Popular da China, mas os surtos têm-se tornado cada vez mais raros. De 2009 a 2018, a China registou 26 casos e 11 mortes pela “peste negra”.

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