Polícia Judiciária desmantelou rede transfronteiriça de prostituição

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de 16 pessoas por suspeita de envolvimento numa rede criminosa organizada dedicada à exploração de prostituição. Entre os detidos estão homens e mulheres provenientes da China continental, de Hong Kong e do Nepal. A operação policial identificou ainda 11 trabalhadoras sexuais e quatro clientes.

A operação foi conduzida em cooperação com as autoridades do Continente, que anunciaram a detenção de 31 suspeitos em Zhuhai, em Guangzhou e em Shenzhen e a identificação de uma dezena e meia de prostitutas e de quatro clientes. Entre os mais de trinta detidos pelas forças de segurança da China Continental estão dois residentes de Macau.

A investigação apurou que a rede era liderada por uma mulher da China continental que geria o grupo através de redes sociais. Os membros – entre os quais se incluíam proxenetas e mulheres obrigadas a pagar uma taxa de adesão – utilizavam plataformas digitais para coordenar as transacções sexuais em unidades hoteleiras, onde os proxenetas também abordavam directamente os clientes.

De acordo com a Polícia Judiciária, a rede cobrava entre 1.000 e 2.500 dólares de Hong Kong por acto sexual. A polícia de investigação do território estima que o montante total movimentado pela rede — que operou durante pelo menos seis meses — ronde os 5,46 milhões de patacas, qualquer coisa como 507 mil euros. Entre os detidos em Macau encontra-se um segurança de nacionalidade nepalesa, acusado de partilhar informações internas dos hotéis onde a rede operava para contornar controlos de segurança.

A exploração de prostituição, o lenocínio e o aliciamento em locais públicos são estritamente ilegais em Macau. Esta operação materializou-se poucos meses após a detenção de outras 26 pessoas, num caso que envolveu também três agentes da polícia no activo ligados a redes em saunas e casas de massagens.

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