Coronavírus. Candidata a vacina da AstraZeneca é a mais promissora, diz OMS

A candidata a vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca é provavelmente a mais adiantada no mundo e a mais avançada em termos de desenvolvimento, disse  responsável pelo departamento de desenvolvimento científico da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, na sexta-feira.

A biofarmacêutia britânica já iniciou os testes da vacina em larga escala com humanos. A vacina, que foi desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford,  também está a ser testada em voluntários brasileiros, num estudo liderado pela Universidade Federal de São Paulo.

Em entrevista à agência Reuters na quarta-feira, a reitora da Universidade de São Paulo,  Soraya Smaili, disse que os ensaios clínicos com a vacina desenvolvida pela AstraZeneca podem prolongar-se por um ano

Nesta semana, a AstraZeneca assinou o seu décimo acordo para fornecimento e produção da eventual vacina: “Certamente quem em termos de quão avançados os procedimentos estão, do estágio no qual estão, acho que a AstraZeneca é a  principal candidata”, disse Swaminathan, numa conferência de imprensa.

“É possível que eles alcancem resultados bem antes de todos os outros”, acrescentou a responsável.

De acordo com Swaminathan, a candidata da Moderna “não está muito atrás” do potencial de imunização da AstraZeneca, entre as mais de 200 candidatas à vacina para a Covid-19. Destas,  15 já entraram na fase de testes clínicos: “Sabemos que a vacina da Moderna também vai avançar para os testes clínicos de Fase 3, provavelmente em meados de Julho. Esta candidata a vacina não está muito atrás”, defendeu. “Mas achamos que a AstraZeneca tem uma abrangência mais global neste momento, em termos de onde eles estão a planear e a conduzir os seus testes.”

Ainda de acordo com Swaminathan, a Organização Mundial de Saúde mantém um diálogo aberto com vários fabricantes chinesss, entre elas a Sinovac, sobre a possibilidade de serem desenvolvidas potenciais vacinas.

A potencial vacina da chinesa Sinovac deverá começar a ser testada no Brasil em Julho, depois de a empresa chinesa ter fechado acordo com o Instituto Butantan, ligado ao governo do Estado de São Paulo. O memorando pode fazer com que a vacina venha a ser produzida no Brasil, caso se mostre eficaz.

Swaminathan pediu que seja considerada uma colaboração entre os fabricantes com potenciais vacinas contra a Covid-19, similar aos ensaios solidários que a OMS tem feito com possíveis medicamentos para tratar a doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

Uma coligação liderada pela Organização Mundial da Saúde para combater a pandemia pediu esta sexta-feira que governos e doadores do sector privado ajudem a angariar 31,3 mil milhões de dólares nos próximos 12 meses para desenvolver e promover testes, tratamentos e vacinas contra a doença. A iniciativa foi batizada de ACT-Accelerator.

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