Países do Mercosul podem triplicar turistas de longa distância, diz ministro brasileiro

O ministro do Turismo do Brasil, Marcelo Álvaro António, disse esta segunda-feira que os países do Mercosul podem duplicar ou triplicar o número de turistas de longa distância, se acordarem medidas comuns que potenciem novos produtos no sector.

Em Novembro, na próxima reunião de turismo do Mercosul – bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai -, deverão ser anunciados compromissos que procuram potenciar a captação de investimento e de turistas, afirmou Marcelo Álvaro António.

Em Macau, no Fórum de Economia de Turismo Global (GTEF, na sigla em inglês), o governante frisou a importância da estratégia comum que está a ser construída entre o Brasil e a Argentina para se criar um destino de viagem comum, que passa pelo reconhecimento recíproco de vistos e criação de produtos turísticos comuns, com um sublinhado no mercado asiático: “Queremos criar um produto turístico que será certamente um dos mais atractivos do nosso planeta”, sublinhou, lembrando que para isso é essencial assegurar “um ambiente de negócios favorável”, de “segurança jurídica e de respeito pelos contratos (…) como está a ser feito no Brasil através da liderança do Presidente Jair Bolsonaro”, numa “economia liberal” que “quer atrair investimento e que tem mais de 200 milhões de habitantes”.

No sábado, a agência Lusa já tinha noticiado que o Brasil e a Argentina querem criar um mercado comum de navios de cruzeiros, ao qual se somaria o Uruguai, com rotas que liguem os três países e com uma legislação unificada que permita atrair investimentos e mais turistas.

A campanha argentina e brasileira de promoção de um “destino só” junto do mercado asiático, em especial do chinês, arrancou esta segunda-feira em Macau, no fórum, no qual os dois países são convidados de honra.

O mercado chinês, responsável por pelo menos 149 milhões de turistas a nível mundial, é um alvo-chave, que deverá passar a beneficiar do reconhecimento recíproco de vistos emitidos pelos dois países a turistas chineses, um dos instrumentos para combater um dos principais constrangimentos na atraçcão de viajantes do mercado asiático: a distância.

Em pouco mais de um mês, estimou o ministro brasileiro, deverá ser possível ao turista chinês pedir um visto para visitar a Argentina e ter, automaticamente, entrada aprovada no Brasil e vice-versa.

Além disso, o turista chinês que já tiver visto para os Estados Unidos da América ou para o espaço Schengen terá, automaticamente, o direito de ingressar no Brasil e na Argentina sem a necessidade de obter outro visto.

O responsável afirmou ainda que vai ser aumentado de dois para 12 o número de centros de emissão de vistos na China. O GTEF, que termina esta terça-feira, conta com mais de dez mil participantes de 89 países e regiões.

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