O Governo de Macau está a equacionar equipar mais agentes com gás-pimenta e outros dispositivos não-letais, dias depois de um polícia ter disparado um tiro para o ar na sequência de uma agressão no exterior do Galaxy Resort, na Taipa.
Em declarações à imprensa, o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, garantiu que a sua tutela vai “avaliar a consciência e a capacidade de resposta em casos de emergência”, mas defendeu que, neste caso, o polícia “agiu em circunstâncias difíceis e não teve qualquer tipo de escolha”, refere um comunicado.
Na madrugada de quinta-feira, “um agente policial foi agredido durante o exercício das suas funções, tendo disparado um tiro de aviso para o ar de modo apaziguar os alegados agressores”, refere uma outra nota oficial.
Para Wong Sio Chak, o disparo de uma arma de fogo não deve ser considerado “um assunto trivial” e o recurso deve ser evitado “em detrimento de outro tipo de equipamentos”.
Na mesma ocasião, o secretário garantiu que será realizada uma investigação sempre que uma arma de fogo for disparada pela polícia.
Os três suspeitos agressores, da República Popular da China, já foram detidos e encaminhados para o Ministério Público. Quanto ao agente, Wong Sio Chak adiantou esta segunda-feira não existir qualquer suspensão de serviço.
Não é comum o recurso a armas de fogo por parte das autoridades em Macau. O caso mais mediático remonta a 2007, quando a polícia disparou tiros para o ar e usou gás pimenta durante uma marcha do primeiro de Maio na cidade.

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