Macau e Guizhou assinam nove protocolos de cooperação

Um dos mais significativos contempla a atribuição, por parte da Fundação Macau, de um donativo de 30 milhões de renminbi, destinado à construção de uma escola na região de Congjiang. A RAEM e a província continental vão ainda cooperar no combate à pobreza e em domínios como a educação, o turismo e os recursos humanos.

O chefe do executivo, Fernando Chui Sai On, deu esta quinta-feira por terminada a visita oficial à província chinesa de Guizhou, onde foram assinados vários protocolos de cooperação e apoio no combate à pobreza, sobretudo na região de Congjiang.

De acordo com o Gabinete de Comunicação Social, as iniciativas alinharam-se com o plano delineado pelo Governo Central para retirar da pobreza a população rural da República Popular da China até 2020. O plano foi definido em 2017, no âmbito do 19.º congresso nacional do Partido Comunista.

Durante a deslocação ao condado de Congjiang, um dos mais pobres da província de Guizhou, foram assinados nove protocolos em matéria de educação, convenções e exposições, comércio e economia, recursos humanos e turismo.

Entre os documentos, destaca-se o assinado entre a Fundação Macau e o Governo distrital de Congjiang, que prevê a distribuição de uma verba até 30 milhões de renmimbi. O donativo, explica o Governo, vai ajudar na mudança e construção de uma escola.

Ainda na área da educação, foi também assinado um protocolo para a geminação das escolas de Macau e do distrito de Congjiang, tendo em vista a realização de actividades de cooperação e intercâmbio educacional entre instituições de ensino dos dois lados.

De acordo com o comunicado do governo, as escolas irmãs dos dois territórios poderão realizar actividades pedagógicas, tanto na área da administração como de intercâmbio de pessoal. Em retrospectiva, Chui Sai On sublinhou a “nova fase de cooperação” entre os dois territórios, a qual será desenhada a longo prazo. O chefe do Executivo mostrou-se satisfeito com a oportunidade de “conhecer melhor as estratégias de combate à pobreza e de aprender e renovar os conceitos nesta matéria”, refere o comunicado.

Numa próxima fase, acrescentou, o Governo deverá “aproveitar as próprias vantagens industriais e corresponder às necessidades de Congjiang, impulsionar a participação dos sectores da sociedade, bem como organizar os jovens para que estes se envolvam nestes trabalhos”, conclui Chui Sai On, citado no comunicado enviado às redacções pelo Gabinete de Comunicação Social.

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