A maior parte dos casos dizem respeito a residentes do território. Apesar do número deixar antever uma subida exponencial face ao período homólogo do ano passado, os 32 casos registados nos seis primeiros meses do ano representam uma descida de 8,6 por cento face ao mesmo período de 2017.
Entre Abril e Junho, o território foi palco de duas dezenas de suícidios. Os números foram hoje avançados em comunicado pela Direcção dos Serviços de Saúde, que adianta ainda que setenta por cento dos que optaram por colocar termo à própria vida – num total de 14 casos – eram residentes do território.
A fasquia é 66,6 por cento mais elevada do que a registada nos três primeiros meses do ano, quando se registaram doze casos de suicídio. Ainda assim, e se forem tidos em conta os seis primeiros meses do ano, os 32 casos registados entre Janeiro e Junho representam uma queda de 8,6 por cento de ocorrências da índole quando comparada com o período homólogo do ano passado.
A Direcção dos Serviços de Saúde esclarece, no comunicado, que as causas do suicídio são complexas e diversas e remetem o mais das vezes para doenças do foro mental, factores psicológicos, dificuldadades de foro sócio-económico ou mesmo factores de natureza genética e biológica.
Na nota de imprensa, o organismo liderado por Lei Chin Ion salienta que disponibiliza vários centros que disponibilizam consultas externas gratuitas. Os Serviços de Saúde atribuem ainda financiamento e assistência técnica a associações locais, como a União Geral das Associações de Residentes de Macau ou a Associação Geral de Mulheres de Macau para facultarem consultas de saúde mental comunitária.
A Organização Mundial de Saúde estima que ocorram anualmente mais de 800 mil suicídios um pouco por todo o mundo, o equivalente a um suicídio a cada 40 segundos.

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