A Sands China anunciou na terça-feira a extensão, até ao próximo dia 29 de Novembro, da exposição “Fábrica de Panchões Iec Long, Um Século de Esplendor, actualmente patente na Sands Gallery. Em simultâneo, a empresa anunciou a realização de um seminário gratuito intitulado “Por Trás da Exposição: Rastreando o Legado dos Panchões de Macau”. A iniciativa decorre a 24 de Outubro, no auditório do Museu de Arte de Macau.
Inaugurada em Março, a mostra, que propõe uma viagem imersiva pela “história ressonante e a memória estética dos panchões de Macau”, tem registado uma forte adesão por parte de residentes, escolas, associações e visitantes internacionais.
Perante o que concessionária de jogo diz ser a excelente recepção pública, a organização decidiu prolongar o evento e enriquecê-lo com novas peças de valor histórico, para além de acrescentar experiências interactivas. A exposição reúne mais de 400 artefactos — entre originais de manuscritos, ferramentas de fabrico e rótulos de embalagem originais — que traçam a evolução e o significado cultural da indústria dos panchões em Macau ao longo de mais de um século. A mostra propõe uma viagem pelas vertentes industrial, artesanal, estética e urbana da indústria dos panchões.
Para aprofundar estes temas, o seminário de 24 de Outubro contará com as intervenções de Ung Vai Meng, curador da exposição e professor da Faculdade de Humanidades e Artes da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST), e de Lam Chi Ian, responsável pelo design do evento e diretor-geral e criativo da Macau Creations.
Os dois especialistas irão partilhar perspectivas sobre a investigação, o coleccionismo, o planeamento expositivo e o design visual, numa sessão que deverá servir ainda para debater a conservação cultural e a revitalização do património industrial local.
Em paralelo, a biblioteca da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau acolhe a mostra complementar “Legado do Tempo – Uma Exposição de Documentos Históricos sobre a Indústria de Panchões de Macau”. Esta exposição é igualmente prolongada até 29 de Novembro, favorecendo a criação de sinergias que possam facilitar a preservação e investigação sobre a memória de uma das mais importantes indústrias de Macau na primeira metade do século XX.

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