Instituto Cultural instalou mais de 40 pontos de leitura em Macau e Hengqin

O Instituto Cultural estabeleceu, num período de pouco mais de cinco meses, mais de quatro dezenas de pontos de leitura em vários pontos de Macau e da vizinha ilha da Montanha. A iniciativa, lançada em Abril deste ano, tem como objectivo incentivar hábitos regulares de leitura e aproximar os recursos culturais da comunidade, explica o Instituto Cultural numa nota de imprensa.

Concebida sob a forma de uma instalação que alia a leitura ao design sob o lema “Onde a Cultura Floresce, a Felicidade Acontece”, a estrutura dos chamados “Cantinhos de Leitura de 10 Minutos” conta com decoração apelativa e está equipada com assentos e com um pequeno acervo de livros. O público pode aceder gratuitamente às obras para leitura no local, tanto nos pontos de leitura situados em recintos fechados, como nos que foram colocados ar livre. O conceito visa contornar as restrições espaciais das bibliotecas convencionais, permitindo o contacto com a leitura em qualquer momento do quotidiano.
As infra-estruturas encontram-se distribuídas por uma rede diversificada de espaços públicos e privados. Entre os locais contemplados estão complexos desportivos (como o Centro Desportivo de Mong-Há, o Centro Desportivo Tamagnini Barbosa e o Pavilhão Polidesportivo do Tap Seac), centros de saúde (Areia Preta, Praia do Manduco, Ilha Verde e Nossa Senhora do Carmo-Lago) e várias zonas de lazer e praças. Os pontos de leitura estão espalhados  por locais como a Marginal da Estátua de Kun Iam, a Alameda da Tranquilidade, a Baía Norte do Fai Chi Kei, a Praça das Orquídeas, o Edifício Ip Heng em Seac Pai Van, a Praça do Tap Siac, a Praça dos Lótus na Ilha Verde, o Jardim do Mercado do Iao Hon e o Jardim da Cidade das Flores na Taipa.
A rede de “cantinhos de leitura” abrange ainda o Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa, o Centro Cultural de Macau, o Centro de Ciência de Macau, a Residência do Governo para Idosos, o Centro de Apoio Psicopedagógico e de Educação Especial (Veng Tim) e o Centro de Educação Parental, além de diversos organismos públicos, cafés e estabelecimentos comerciais locais.
Com vista a expandir a cobertura territorial desta iniciativa, a Biblioteca Pública de Macau fez recentemente um apelo à adesão de outras entidades públicas e privadas. O organismo governamental assegura a cedência dos equipamentos e do fundo bibliográfico, cabendo às instituições parceiras — que incluem empresas, lojas, cafés e associações registadas — a disponibilização do espaço físico adequado.
Para dinamizar o conceito de “micro-leitura”, o IC programou para o último trimestre do ano, entre Outubro e Dezembro, um conjunto de acções de promoção complementares, que integrará a colocação de bancadas interactivas e campanhas de divulgação nas redes sociais, adianta o Instituto Cultural no mesmo comunicado.

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