Responsável por infantário condenada a prisão perpétua por envenenamento

Fotografia:S-W/Unsplash. Imagem ilustrativa, sem relação directa com os factos reportados.

A operadora de um infantário na cidade de Tianshui, no noroeste da China, foi condenada a prisão perpétua pela produzir e servir alimentos tóxicos e nocivos às crianças que frequentavam a instituição.

A sentença foi proferida pelo Tribunal Popular Intermédio de Lanzhou, na província de Gansu, numa decisão de primeira instância que dita ainda a perda perpétua dos direitos políticos da arguida, Li Huifang, e o arresto de bens pessoais avaliados em 500 000 yuan.
O tribunal aplicou igualmente uma pena de 15 anos de prisão e uma multa de 300 000 yuan ao director executivo da instituição, Zhu Jinglin. Quatro trabalhadores da cozinha — Niu Aiyuan, Wen Yafang, He Xuxia e An Chunling — foram condenados a penas entre seis e oito anos de prisão, para além de terem ainda que pagar coimas.

A deliberação judicial concluiu que Li Huifang e Zhu Jinglin ordenaram à equipa da cozinha a adição de substâncias tóxicas não alimentares às refeições servidas a alunos e funcionários. A investigação judicial apurou a utilização de pigmentos industriais com chumbo para alterar a cor dos alimentos.
O colectivo de juízes deliberou que os seis arguidos violaram a legislação nacional de segurança alimentar sob circunstâncias de gravidade excepcional.
O caso foi detectado em Julho de 2025, na sequência de rastreios médicos que identificaram níveis anómalos de chumbo no sangue de 247 das 251 crianças inscritas no estabelecimento, localizado no distrito de Maiji, em Tianshui, e em funcionamento desde Agosto de 2022. O metal pesado foi também detectado em 28 dos 34 funcionários da instituição.
A totalidade das crianças afectadas foi submetida a internamento hospitalar ou a apoio nutricional domiciliário. Dos 235 menores hospitalizados, 234 receberam alta após o primeiro ciclo de tratamentos, registando uma redução média de 40,21 por cento na concentração de chumbo no sangue.

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