Arrancou ontem, termina amanhã e conta com maior envolvimento de associações e da sociedade civil. A segunda edição do Festival Cultural Lusófono teve esta sexta-feira início no Centro Cultural e Artístico da Ilha da Montanha e prolonga-se até amanhã, 18 de Outubro.
Organizado em conjunto pelo Instituto Cultural (IC) de Macau e pela Direcção dos Serviços de Assuntos de Subsistência da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin, o evento apresenta um programa diversificado que junta bancas gastronómicas, espectáculos de música e dança, oficinas artesanais, uma exposição e jogos interactivos.
Ao contrário do que sucedeu no ano passado, a edição deste ano conta com uma presença mais abrangente das várias associações representativas da comunidade lusófona radicada em Macau. Trata-se de “uma lusofonia, digamos, mais pequena, em que as associações representativas dos diversos países de língua portuguesa vão estar todas presentes, com uma mostra de qualquer coisa que se identifique com a sua cultura e vão levar isso ao lado de lá”, afirmou a presidente da Casa de Portugal em Macau, Amélia António, em declarações ao Expediente Sínico.
A dirigente atribui o crescimento da participação associativa a um planeamento mais atempado por parte da organização: “Este ano cresceu tudo um bocadinho. O ano passado fomos convidados muito em cima da hora e acabou por ser tudo feito connosco, com a Casa de Portugal. As outras associações não houve hipótese de serem contactadas a tempo. Este ano eles convidaram-nos com antecedência, falámos com todas as associações e este ano estarão todas presentes”.
No entanto, Amélia António ressalvou que “as associações propriamente ditas não podem vender, só podem mostrar o trabalho que fazem”. A venda ao público está restrita a quatro bancas de artesanato com “coisas simples, pequenas” e “mais acessíveis, que deem a conhecer um bocadinho do que se faz ” nos países lusófonos.
No âmbito cultural e institucional, o certame abarca pela primeira vez uma exposição dedicada aos costumes e património dos nove países de língua portuguesa e da comunidade macaense local, além de acolher um stand do Grande Prémio de Macau. Em termos de entretenimento, a programação integra mais de 20 apresentações artísticas com fado, dança brasileira e a actuação da banda da Casa de Portugal e de outros músicos locais, assim como de estudantes de Hengqin e Macau.
O recinto dispõe ainda de recriações das festas de São João do Porto, oficinas de pintura em azulejos, leques, crochet e arte em areia, bem como áreas de jogos com matraquilhos e circuitos de minifutebol.
Na vertente gastronómica, destaque para a participação da chef macaense Neta Manhão, responsável pela confecção de clássicos como pão de costeleta com açafrão e pão com chouriço. A cozinheira vai ainda interagir com o público através de sessões diárias de demonstração ao vivo, nas quais os participantes poderão degustar gratuitamente Minchi e Porco Balichão. O espaço inclui também bancas de comida típica e churrasco de estilo português, procurando dar resposta às dinâmicas operacionais locais e às expectativas do público.
O festival insere-se nos esforços de promoção das culturas de língua portuguesa na Zona de Cooperação Aprofundada e representa “um passo mais naquilo que as autoridades chinesas querem fazer do lado de lá, que é terem coisas com mais substância relativamente à cultura portuguesa, à cultura dos países de língua portuguesa”, concluiu Amélia António.

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