As cinzas de Anita Mui, superestrela do cantopop por vezes apelidada de “Madonna da Ásia”, desapareceram de um mosteiro em Hong Kong. A informação foi confirmada pela polícia da Região Administrativa Especial esta terça-feira.
A revelação surge após a família da cantora ter emitido um comunicado no sábado — dia em que se assinalava o aniversário da malograda cantora — a manifestar grande angústia pela falta de progressos na investigação policial. A revelação desencadeou uma onda de indignação entre os fãs nas redes sociais.
A denúncia do desaparecimento foi apresentada às autoridades em Julho pela família da artista, depois de um fã ter notado que a urna já não se encontrava no local habitual, no Mosteiro Budista de Po Lin, na ilha de Lantau.
Em declarações à AFP, a polícia de Hong Kong informou que o caso foi remetido para a Unidade Regional de Crimes dos Novos Territórios, que ficou responsável por uma investigação aprofundada. As autoridades explicaram que até ao momento não foram feitas detenções e asseguraram que a polícia mantêm o contacto com os denunciantes.
Considerada a “diva do Cantopop” — género de música popular cantado em cantonês — Anita Mui faleceu em 2003, aos 40 anos, vítima de cancro do colo do útero, após ter vendido milhões de discos. Durante a sua carreira, iniciada na década de 1980, destacou-se pelo seu estilo visual versátil e arrojado, actuações em palco e por uma voz marcante que deu vida à banda sonora de dezenas de filmes e programas de televisão. No seu auge, a cantora estabeleceu um recorde em Hong Kong, ao actuar durante 28 noites consecutivas com lotação esgotada.
O desaparecimento de cinzas de figuras públicas não é um caso isolado na RAEK. No ano passado, os restos mortais da estrela de artes marciais e realizador Lau Kar-leung também desapareceram. A família foi alvo continuada de chantagem, antes de as cinzas serem recuperadas meses mais tarde.

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