Criminalidade associada ao jogo regista subida acentuada 

Os crimes associados aos jogos de fortuna ou azar em Macau registaram um aumento de 12,3 por cento nos primeiros nove meses do ano, face ao mesmo período de 2025. No total, as autoridades de Macau registaram 1951 casos.

Em contrapartida, a criminalidade geral no território apresentou uma ligeira descida de 0,9 por cento, fixando-se em cerca de 10 mil ocorrências. A quebra, dizem as autoridades, foi impulsionada pela queda dos crimes de burla e em contexto digital.
De acordo com dados divulgados pelo Gabinete do Secretário para a Segurança, liderado por Chan Tsz King, a subida dos ilícitos criminais associados ao sector do jogo foi maioritariamente motivada pelo crescimento das burlas e do câmbio ilegal.
Entre Janeiro e Setembro, as autoridades policiais da RAEM contabilizaram 558 casos de burla (uma subida de 21,3 por cento) e 404 infrações relacionadas com a troca ilícita de moeda (um aumento de 11.9 por cento).  Em Outubro de 2024, entrou em vigor em Macau uma legislação que tipificou especificamente o crime de “câmbio ilícito para fins de jogo”.
Em sentido oposto, os números oficiais assinalam reduções em tipologias criminais que afectavam gravemente a segurança pública. Os empréstimos ilícitos para o jogo registaram uma queda de 12,6 por cento, enquanto os crimes de sequestro diminuíram 57,1 por cento. A criminalidade geral recuou, numa tendência que se alicerçou na diminuição de 8,5 por nas burlas gerais e por uma quebra de 29,8 por cento no crime informático. O relatório atribuiu esta evolução ao aumento substancial da consciencialização da sociedade para a prevenção de fraudes, o que se reflectiu na redução de burlas por redes de telecomunicações e internet.
No âmbito das acções de fiscalização e combate à criminalidade, o documento recorda que 15 indivíduos, incluindo elementos da segurança de casinos, foram detidos no final de Julho por suspeitas de associação criminosa, extorsão e coação. Além disso, a Polícia Judiciária conseguiu bloquear mais de 77.000 portais de jogo ilegal através de um mecanismo de cooperação conjunta com o sector dos casinos.
O mercado de jogo de Macau opera sob seis concessionárias — MGM, Venetian, Galaxy, Melco, Wynn e SJM — cujos contratos de concessão foram renovados em Dezembro de 2023 para um período de dez anos.

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