As enxurradas catastróficas que afectaram o Nepal no mês passado “foram um alerta para o mundo” sobre os riscos crescentes das mudanças climáticas. A posição foi defendida pelo primeiro-ministro nepalês esta quinta-feira, na Assembleia Geral da ONU.
Cientistas e investigadores afirmam que as mudanças climáticas tiveram um papel fundamental nas inundações de 26 de Agosto, reforçando o argumento do Nepal de que os países montanhosos mais vulneráveis pagam um preço alto por uma crise pela qual têm pouca responsabilidade.
O primeiro-ministro Balendra Shah, 36, afirmou que o aquecimento global está “desestabilizar a ecologia frágil do Himalaia”, ao derreter o permafrost e os glaciares, o que acelera os perigos. “O Nepal contribui com menos de 0,1 por cento das emissões de gases de efeito estufa. Não criamos esta crise, mas pagamos por ela.”
Shah apelou à comunidade internacional para que ajude o seu país a adaptar-se às mudanças climáticas: “O Nepal não pode construir resiliência por si só frente a uma crise agravada pelo fracasso da governança global.”
O país solicitou 20 milhões de dólares em ajuda ao Fundo de Perdas e Danos da ONU, o montante máximo permitido, mas o dinheiro representa uma fração mínima do que necessita. Uma avaliação preliminar do governo nepalês estima o custo do desastre em 5 mil milhões de dólares.

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