Fukushima. Funcionário morre depois de exposição prolongada à radiação

O homem, de 50 anos, foi incumbido de medir a radiação na central nos meses que se seguiram ao incidente registado em Fevereiro de 2016. Em Fevereiro de 2016, o funcionário foi diagnosticado com um cancro do pulmão, acabando por falecer.

O Governo japonês assumiu esta manhã que um funcionário da central nuclear de Fukushima, onde ocorreu um grave acidente há sete anos, morreu depois de ter estado exposto a radiação, noticiou a imprensa.

De acordo com o Mainichi Shimbun, é a primeira vez que o Governo nipónico reconhece a ligação da morte de um trabalhador à exposição da radiação da central, atingida em 11 de Março de 2011 por um ‘tsunami’ que provocou uma avaria no sistema de refrigeração causando uma explosão.

Depois do acidente – o mais grave a seguir ao da central nuclear de Chernobyl, em 1986, na atual Ucrânia – o funcionário, de 50 anos, ficou encarregado durante uns meses de medir a radiação na central. Usava máscara e fato de protecção.

Contudo, em Fevereiro de 2016, foi diagnosticado com um cancro do pulmão, acabando por morrer.

A agência noticiosa japonesa Jiji News adiantou que o Governo pagou indemnizações em quatro outros casos em que trabalhadores de Fukushima ficaram doentes com cancro após o desastre.

Em 11 de Março de 2011, um sismo de magnitude 9,1 na escala de Richter gerou um ‘tsunami” de grandes dimensões.

O abalo, que atingiu as cidades de Sendai e Fukushima, na região de Tohoku, no nordeste do Japão, causou mais de 18.500 mortos e centenas de milhares de desalojados. A reconstrução dos edifícios destruídos ainda não está concluída e uma parte da região permanece desabitada.

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