Uma freira e um funcionário de um dos centros da congregação, fundada em 1950 por Madre Teresa, foram detidos por suspeita de envolvimento na venda de crianças. A responsável pelas Missionárias da Caridade tentou dissociar a congregação das acções da religiosa suspeita e assegura que o organismo está disponível para cooperar com a investigação.
As autoridades de Nova Deli ordenaram uma inspecção exaustiva a todos os centros para crianças geridos pela congregação católica das Missionárias das Caridade, fundada por Madre Teresa de Calcutá, após a detenção de uma das suas freiras por alegadamente vender bebés.
A ministra das Mulheres e do Desenvolvimento da Criança, Maneka Gandhi, instou as autoridades locais “a inspeccionarem imediatamente os centros para crianças geridos pelas Missionárias da Caridade”, a congregação fundada por Madre Teresa, indica um comunicado divulgado na segunda-feira à noite.
No início do mês, a polícia indiana deteve uma freira e um empregado de um daqueles centros, que dava assistência a grávidas e mães solteiras em Ranchi, capital do estado de Jharkhand. Os dois são suspeitos de vender crianças.
A adopção ilegal é um negócio importante na Índia, onde perto de 90.000 crianças desaparecem anualmente, de acordo com os dados oficiais. Algumas são vendidas por famílias pobres, outras são raptadas no hospital ou em estações de comboios.
A superiora geral da ordem, irmã Mary Prema, lamentou o procedimento, mas procurou dissociar a congregação das acções de uma pessoa: “Cooperamos com as investigações e estamos abertos a qualquer inquérito livre e justo”, declarou num comunicado.
As Missionárias da Caridade foram fundadas em Calcutá em 1950 pela Madre Teresa, uma religiosa albanesa que se tornou um ícone mundial da compaixão. Recebeu o prémio Nobel da Paz em 1979 e morreu em 1997, tendo sido declarada santa pela Igreja católica em 2016.
A congregação conta com mais de 5.000 religiosas em 130 países.

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