Augusto Farfus Jr. ofereceu à BMW a Taça do Mundo de GT

O piloto brasileiro, de 35 anos, assinou um fim-de-semana quase perfeito no Circuito da Guia e depois de controlar durante a corrida de qualificação, venceu este domingo a Taça do Mundo de GT com o único BMW em pista. Maro Engel e Edoardo Mortara, ambos da Mercedes, completaram as contas do pódio.

  

O brasileiro Augusto Farfus Jr. alcançou este domingo na edição de 2018 da Taça do Mundo de GT ao volante do único BMW M6 GT3 em prova. Apesar da pressão que os pilotos da Mercedes exerceram ao longo de toda a prova, o piloto, de 35 anos, manteve o sangue frio na liderança da corrida, não cometeu qualquer erro e alcançou o seu terceiro triunfo no Circuito da Guia, o primeiro na categoria de GT.

Maro Engel e Edoardo Mortara completaram as contas do pódio, depois do colega de equipa de ambos na Mercedes, o italiano Raffaele Marciello, ter cometido um erro quando rodava na segunda posição.

Augusto Farfus Jr. não desperdiçou a vantagem alcançada com o triunfo na corrida de qualificação e largou para a prova da primeira linha da grelha de partida, ao lado de Marciello. Mais rápido na parte baixa do Circuito, o brasileiro colocou a Mercedes em maus lençóis. Raffaele Marciello não teve outra hipótese senão rodar no encalço do BMW de Farfus, ao passo que Maro Engel e Mortara conservavam sem grandes complicações o terceiro e o quarto lugares. Ao volante de um Porsche, o neo-zelândes Earl Bamber ainda tentou roubar o quarto lugar a Mortara, mas o piloto suíço respondeu bem ao assédio do adversário.

Tranquilo na frente da corrida, Augusto Farfus Jr. assumiu como objectivo repetir a performance que alcançou no sábado, na corrida de classificação. Num espaço de duas voltas, o brasileiro conseguiu alcançar uma vantagem de 1,2 segundos sobre Marciello. O piloto da Mercedes respondeu a Farfus na mesma moeda e acabou por firmar a volta mais rápida ao traçado urbano do território, colando-se novamente à traseira do BMW do brasileiro. Mais rápido na parte baixa do Circuito, Farfus nunca permitiu que Marciello se colocasse em posição para tentar o assalto à liderança na única zona do traçado onde a investida é possível, a recta do Lisboa. Mais atrás, na quinta posição, o neo-zelandês Earl Bamber confrontava-se com o mesmo desafio, apesar de rodar com maior velocidade do que Edoardo Mortara.

A dinâmica da corrida mudou, no entanto, à sexta volta. Impaciente, Raffale Marciello não conseguiu segurar o carro na curva do Lisboa e seguiu em frente. O deslize não teve qualquer consequência para o Mercedes AMG GT3, mas o piloto caiu para a décima posição. O erro de Marciello permitiu que Maro Engel ascendesse ao segundo lugar e se tornasse numa ameaça para Farfus. Edoardo Mortara subiu ao terceiro posto e livrou-se da pressão de Earl Bamber.

O neo-zelandês chegou-se ao grupo da frente a três voltas do fim, numa movimentação que não alterou o equilíbrio de forças na frente da corrida.

Sem cometer um único erro, Augusto Farfus Jr. garantiu a sua primeira grande vitória em provas de GT, oferecendo à BMW Motosport o seu primeiro título da categoria. Sem soluções para sonegar a liderança da corrida ao adversário brasileiro, Mare Engel cruzou a mota na segunda posição e Mortara encerrou as contas do pódio, à frente de Earl Bamber. O holandês Robin Frinjs terminou a prova como o melhor piloto da Audi, à frente do companheiro de equipa Christopher Haase, piloto que alcançou a extraordinária velocidade de 304 quilómetros horários no Circuito da Guia. Raffaele Marciello teve de se conformar com o novo lugar final, atrás do francês Mathieu Jaminet e do belga Dries Vanthoor.

 

 

 

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