França. Ladrões roubam quatro obras do Museu Renoir

Fotografia: National Gallery of Art/Unsplash

Dois ladrões roubaram, na madrugada de terça-feira, 8 de Setembro, “quatro obras de arte” do Museu dedicado ao pintor impressionista Auguste Renoir em Cagnes-sur-Mer. Os larápios abandonaram dois quadros durante a fuga, anunciou o presidente da Câmara da cidade, situada no sul da França.

“Os alarmes do Museu e da polícia fizeram com que os ladrões se apressassem e só roubassem quatro obras do Museu Renoir, das 12 que o museu abriga”, explicou  Bryan Masson, autarca da cidade à imprensa.

Das quatro obras, dois quadros foram “abandonados nos jardins” do museu municipal, acrescentou. Num comunicado anterior, no qual mencionava um quadro abandonado, Masson afirmou que o valor das obras roubadas é de cerca de 9 milhões de euros.

Para o autarca, do partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN), os ladrões, “equipados com uma serra metálica”, estavam “bem informados”. O roubo ocorreu pouco antes das seis da manhã e durou menos de cinco minutos.

Criado em 1960, o museu, perto de Nice, fica na última casa em que Pierre-Auguste Renoir (1841-1919) morou. Além do mobiliário original, expõe objectos e móveis que pertenceram ao pintor francês, incluindo o seu cavalete e a sua cadeira de rodas, assim como retratos, paisagens e nus criados pelo artista.

O roubo aconteceu quase um ano após o assalto ao Louvre, o museu mais visitado do mundo, em pleno centro de Paris, durante o qual foram subtraídas oito joias da Coroa da França, que continuam desaparecidas.

No início de Julho, no norte de Estrasburgo, no leste do país, ladrões roubaram várias peças de joalheria do Museu Lalique, avaliadas em mais de 4,5 milhões de euros.

No fim do mesmo mês, assaltantes roubaram em plena luz do dia um colar de ouro pertencente ao Tesouro de Vix, que data da época celta, noutro museu na região da Borgonha. O Ministério da Cultura francês publicou, no mês de Julho, um plano de 33 pontos em que recomendou a retirada temporária de algumas peças das vitrines.

“Trata-se de deixar a salvo (…) os objectos mais vulneráveis à espera da garantia de que serão expostos em segurança”, explicou o governo francês.

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